quinta-feira, 30 de junho de 2011

Novo Governo já nos tramou!

O novo Governo liderado por Pedro Passos Coelho já nos tramou! Não que a notícia nos tivesse surpreendido, pois há muito tempo que o PSD apregoava que o projecto de Alta Velocidade Poceirão-Caia devia parar. Já o fez, e mais uma vez o Alentejo volta a ser uma região que não interessa desenvolver por parte de quem agora gere os destinos dos portugueses.

Este assunto já mereceu vários posts e comentários no Três Paixões assim como noutros blogues elvenses, mas agora falamos de uma decisão que volta a estancar o progresso da nossa região. O novo Primeiro-Ministro seguiu as ideias anteriormente defendidas por Manuela Ferreira Leite, e suspendeu a ligação Poceirão-Caia, vital para a melhoria económica da nossa região. Não podemos esquecer que este projecto é estruturante, já que para além do TGV, temos a linha de mercadorias que ligaria Sines à Plataforma Logística do Caia, e esta é realmente a parte mais importante do projecto para Elvas.

Além da indignação alentejana há também a espanhola, tanto do Governo de Zapatero como do líder da oposição Mariano Rajoy, que pretende uma reunião entre o Governo recentemente formado da região da Extremadura, por sinal também de direita, para tentar demover o Governo português desta nefasta decisão que prejudica o Alentejo e a Extremadura. A linha de TGV na parte espanhola até Badajoz, só se justifica se a linha for Lisboa-Madrid, tendo em conta que o projecto é de interesse europeu.

A suspensão da linha Poceirão-Caia marca negativamente o futuro do Alentejo. No entanto o Governo no programa divulgado na passada terça-feira, considera que o projecto "poderá sujeitar-se a uma reavaliação, incluíndo o seu conteúdo e calendário, numa ótica de otimização de custos, à luz dos novos condicionalismos, e que deverá ter em conta o estatuto jurídico dos contratos já firmados". Poderá sujeitar-se a reavaliação... Como não sejam os espanhóis ou mesmo a Comissão Europeia a convencer Passos Coelho que devem continuar o projecto, penso que isto é mais um conto do vigário.
O novo Aeroporto de Lisboa parece ser mais importante e esse não recebeu ordem de suspensão, dizendo o Governo que há vontade de "prosseguir a modernização das infraestruturas aeroportuárias, reavaliando a oportunidade de construção de um novo aeroporto". Isto já não é Alentejo...

Já se fala em indemnizações na ordem de 150 milhões de euros pela suspensão. Vale a pena parar um projecto que daria muitos postos de trabalho, tanto na construção da linha, como depois de feita com a Plataforma Logística, movimentando assim a economia local e regional, e pagar tanto dinheiro? Sabemos que vivemos dias muito difíceis e que há que reduzir o défice urgentemente, mas vejam que esta suspensão aniquila o futuro de uma região condenada ao esquecimento de todos menos dos Alentejanos!

foto: Semanário Sol

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sábado com dois bons eventos em Elvas

Amanhã vamos ter dois bons eventos na nossa cidade. No Coliseu o Sarau Gimno-Musical dos Professores Jorge Brito e Luís Zagalo, com início marcado para as 22 horas.
Será a terceira edição neste formato, do fim de actividades das classes de ginástica do Professor Jorge Brito na Associação do Bombeiros Voluntários de Elvas, e como nos anos anteriores prevê-se uma grande afluência de público.


Na Sociedade Recreativa 1º de Dezembro, a popular "Azevia", temos um dos melhores representantes da música popular portuguesa. Sebastião Antunes regressa a Elvas para uma noite de boa música numa das mais antigas colectividades da nossa cidade. O início está marcado para as 21h30.


Falta de eventos em Elvas? É sempre a mesma coisa? Nada disso, e este sábado temos opções de escolha e boas. Não faltem!

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Câmara de Elvas vai construir mais dois pavilhões

A Câmara Municipal de Elvas, na reunião de 8 de Junho, decidiu aprovar uma Revisão Orçamental, onde está contemplada a construção de mais dois pavilhões desportivos (em Elvas e Vila Boim) e a recuperação do actual Pavilhão Desportivo Municipal de Elvas, na Fonte Nova. Esta Revisão Orçamental vai ser enviada, para aprovação, à próxima sessão da Assembleia Municipal.
fonte: site do Município de Elvas

Mais investimento no campo do desporto por parte da edilidade elvense, que irá aumentar em dois pavilhões o parque desportivo de Elvas. Com as obras de alteração do relvado no Campo Patalino, os balneários no Campo Pedro Barrena e agora mais dois pavilhões, podemos dizer que apesar da crise, o município continua a investir, o que se saúda.

Se felicitamos a Câmara por estes projectos, que visam sem dúvida dar um maior oferta em condições para a prática desportiva no concelho, temos de dizer que o grande problema de há muito tempo, é a organização das estruturas desportivas. Em especial na distribuição dos horários de utilização do Pavilhão da Fonte Nova, que nunca seguiu o regulamento criado pela Câmara Municipal de Elvas no longínquo ano de 1992. Acontece que dito regulamento dava prioridade total ao desporto federado, e só depois o desporto "a brincar" podia beneficiar do equipamento.
Como desporto federado e praticado no Pavilhão da Fonte Nova, temos o Basquetebol, a Ginástica e o Futsal. Dois clubes se debatem com o problema de poder trabalhar com qualidade e aumentar o número de federados, o Clube Elvense de Natação e a Sociedade de Instrução e Recreio. Já por diversas vezes foi manifestado pela Secção de Basquetebol do CEN, a necessidade de poder contar com mais horas de utilização do Pavilhão. E isto porquê? Simplesmente porque há treinadores que contam com 30 atletas nos treinos, e como devem calcular num desporto que se pratica com 5 jogadores, é manifestamente impossível de se poder realizar um trabalho positivo se não houver mais espaço e mais horas.

Há muitos grupos de amigos que solicitam horas para poder jogar futebol, e é legitimo poderem praticar desporto, mas deveriam apenas utilizar o pavilhão quando os federados não trabalhassem. O mais chato é que por várias vezes não aparece ninguém e o pavilhão fica fechado, sem utilização, o que para aqueles que andam a solicitar horas por necessidade se torna numa desagradável situação.
Acontece que os responsáveis pelos equipamentos desportivos permitem que todos possam solicitar horas no Pavilhão da Fonte Nova, mas quando se pretende utilizar qualquer dos três campos de futebol, a resposta é taxante e rotunda com um "não pode ser pois os campos são para as equipas d'"O Elvas" e d'"Os Elvenses"".

Sem dúvida o tratamento dado aos clubes da cidade de Elvas não é o mesmo. Os clubes de futebol não têm preocupações de espaço, pois até dispõem do Estádio de Atletismo para "desafogar", e o CEN e a SIR são olhados da mesma forma que o são os vários grupos de amigos que querer jogar à bola no pavilhão. Elvas necessita claramente de pessoas capacitadas para gerir o desporto, pessoas formadas nesta área para que a nossa cidade possa beneficiar em pleno do vasto parque desportivo que dispomos, e que assim se olhe para Elvas como uma cidade de BOM desporto.

Agora com esta decisão da Câmara em aumentar o parque desportivo elvense em mais dois pavilhões, esperamos que se olhe melhor para as necessidades dos clubes que contam com desporto federado, em prol de poderem mostrar qualidade no seu trabalho e levar o nome de Elvas a mais altos patamares.

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Hoje há Assembleia Geral d'"O Elvas"


Como foi noticiado pelo blogue da Tribo Azul e Ouro, hoje há Assembleia Geral d'"O Elvas", marcada para as 21 horas na sede social do clube na Rua dos Chilões.
Os sócios devem comparecer de forma a demonstrar que clube está vivo, e que se preocupam com os destinos do Clube Alentejano de Desportos. Não vale a pena falarmos que se devia fazer isto ou aquilo no café ou na rua, e não aparecer no local indicado, ou seja a Assembleia Geral.

O trabalho de Eurico Candeias na recuperação económica do clube é de louvar, e este ano a equipa sénior conseguiu o desejado regresso à 3ª divisão nacional, que TODOS festejamos. Mas agora os sócios pretendem saber qual vai ser o futuro d'"O Elvas", qual o projecto pelo qual se vai pautar o trabalho da Direcção.
São 5 os pontos a debater na AG, incluindo a Eleição dos Orgãos Sociais para o biénio 2011/2012, ou a Discussão sobre o plantel para a próxima época.

Para saber isto e participar na vida do clube já sabem, apareçam logo à noite na Assembleia Geral.

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sábado, 11 de junho de 2011

O Record do Mundo é NOSSO!!!


O Bacalhau Dourado de Elvas, sem dúvida o prato mais importante da nossa gastronomia, é a partir de ontem motivo de maior orgulho para os elvenses. A noite do dia 10 de Junho de 2011 vai ficar marcada na nossa história, pois Elvas passou a fazer parte do Guiness Book, com as 3134 pessoas que oficialmente degustaram o mega Bacalhau Dourado.

O anterior record, que pertencia aos Estados Unidos, foi batido por 632 pessoas, e mais poderiam ser, pois a fila para entrar no Coliseu era enorme. No entanto o notário nomeado para a contagem oficial, entendeu por razões de segurança fechar a contagem nas 3134 pessoas, que passam a ser o record do Guiness Book do prato de peixe mais degustado em simultâneo.

Parabéns à organização composta por alunos do 12º ano da Escola Secundária D.Sancho II, pelo Professor Carlos Beirão, e por alunos da Universidade Sénior de Elvas. Foram excelentes na divulgação do evento, tendo conseguido cativar os elvenses e não só a marcarem presença para degustar o maior Bacalhau Dourado do Mundo. Também a Câmara Municipal de Elvas ajudou e muito, ao conseguir abrilhantar o evento com uma figura ímpar no panorama musical português. Quim Barreiros colocou toda a gente aos pulos, num final de noite histórico.

O Record do Mundo é NOSSO!!!

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Será desta que vamos para o Guiness Book?

É esta a pergunta que muitos se fazem em relação à nova tentativa de Record Guiness com o maior Bacalhau Dourado do Mundo. O objectivo é ultrapassar as 2502 pessoas a degustarem ao menos 200 gramas do prato mais conhecido da gastronomia elvense. Actualmente o record de maior número de pessoas a comerem um prato de peixe, é detido pelos Estados Unidos, mas queremos que seja de Portugal, e mais concretamente de Elvas.

Para que isto seja possível, a organização composta por alunos do 12º ano da Escola Secundária D.Sancho II, orientados pelo Prof. Carlos Beirão, e pelos alunos da Universidade Sénior de Elvas, colocou este ano mais um aliciante para chamar mais gente ao Coliseu. A actuação musical do conhecidíssimo Quim Barreiros com as suas divertidas canções, que poderá ser fundamental para se conseguir o tão desejado Record Guiness.

Mas o objecto mais importante do evento é o nosso mega Bacalhau Dourado. Vai ser confeccionado num tabuleiro com 20 metros de comprimento e 2 de largura, para um total de 200 voluntários, que necessitarão de 350 quilos de batata palha, outros tantos de bacalhau, e 20 litros de azeite.
Recordo aqui que a batata palha vai ser fornecida pela Sanzé (passe a publicidade), fábrica de Campo Maior que recentemente sofreu um devastador incêndio, mas que mesmo assim quiseram continuar com o seu inestimável apoio à tentativa de Record Guiness.
O Três Paixões deseja a rápida recuperação de uma empresa que conta com cerca de 30 trabalhadores e uma marca reconhecida na nossa região.

O que falta? A presença de TODOS para que o Record Guiness com o nome da nossa cidade seja uma realidade. Hoje a partir das 21 horas no Coliseu, vamos degustar o maior Bacalhau Dourado do Mundo, que é NOSSO.

fonte: Portal Elvas.com.pt

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sábado, 28 de maio de 2011

O regresso está para breve...

Este Humilde Observador está há muito tempo sem transcrever as suas opiniões nesta casa, mas o regresso em pleno está muito próximo. As informações do Três Paixões já estão a ser actualizadas, e os posts virão a seguir.

Num momento em que parece haver uma menor movimentação na blogosfera elvense, esta casa voltará a estar presente nas vossas leituras diárias, caso queiram claro. Tenho estado envolvido em vários projectos que me retiraram tempo para a escrita no blogue, mas a situação tende a acalmar e a disponibilidade será maior.

Vários leitores assíduos desta casa me têm perguntado se tinha abandonado o Três Paixões. A resposta foi sempre a mesma, que não, mas o tempo era pouco para a escrita.

Mas agora o regresso está para breve e em força...

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desolador...

Ontem foi dia de corte de cabelo no local de sempre, ou seja num dos mais emblemáticos e antigos estabelecimentos da nossa cidade, a Barbearia do Valdemar, que em Janeiro comemorou 45 anos de vida.
Naturalmente houve muita conversa, ou não estivéssemos na Barbearia... Conversa entre Pai e Filho de assuntos familiares, d'"O Elvas", do nosso Sporting e logicamente da "cidade", como habitualmente chamamos ao Centro Histórico.

Fiquei desolado com a conversa de uma pessoa que todos os dias percorre a "cidade", e que conhece profundamente a realidade actual. A frase que mais me impressionou na nossa conversa foi "Filho, a cidade está a morrer". Fiquei chocado, não porque não tivesse noção do que se está a passar, mas ouvir esta frase de uma pessoa que raramente faz este tipo de comentários impressionou-me muito. E como que aproveitando para desabafar continuou, afirmando que "se não fosse a Câmara, as Finanças e os Bancos ninguém vinha à cidade". Tem razão, pois todos conhecemos muitos Elvenses que não "põem os pés" na "cidade" há muito tempo. O divórcio entre a população que vive nos bairros e o Centro Histórico é total, e só vão à "cidade" se realmente necessitarem.

Com o Governo e as empresas públicas a retirarem serviços em Elvas, são poucos os motivos de interesse para visitar o antigo coração do burgo. Como ontem disse o meu Pai, "não se vê ninguém nas ruas, é um deserto, as lojas estão sempre vazias e depois das 7 da tarde não há uma alma à vista. No entanto saímos daqui, passamos pelos hipermercados, e os parques de estacionamento estão sempre com muitos carros". Palavras amargas de quem está há mais de 60 anos a trabalhar na "cidade", e vê como a morte anunciada se vai tornando uma triste realidade.

Dei a minha opinião ao meu progenitor sobre o assunto, e que uma das soluções para fazer ressurgir o Centro Histórico seria incentivar o turismo. A resposta foi radical, pois segundo ele "o turismo em Elvas está muito mal. As lindas igrejas que Elvas tem estão quase sempre fechadas, os Elvenses pouco sabem dos Museus, inclusivamente a Biblioteca, que eu tenho muita vontade de visitar, está fechada quando as pessoas podem ir, ou seja nos fins-de-semana".
É verdade, pois os Elvenses pouco ou nada têm visitado os monumentos, os museus, a biblioteca, ou o Forte de Santa Luzia para citar algumas coisas. "Como é possível tentar promover o turismo no Centro Histórico, se os próprios Elvenses estão afastados dele?". Esta é a pergunta que fica no ar do mais experiente desta conversa.

O desabafo continuou com a "riquíssima história de Elvas, desconhecida para a grande maioria dos Elvenses, deveria ser aproveitada para fomentar a nossa cidade". Concordo plenamente com o meu Pai, pois poderiam promover-se visitas guiadas, ou outros eventos que "puxassem" os Elvenses a visitar o Centro Histórico, para não só conhecer melhor os monumentos e museus da "cidade", como ficar a saber algo mais da história de Elvas. "São as pessoas que melhor publicidade podem fazer à "cidade", mas com o deserto que vemos actualmente, e sem ver que se faça alguma coisa para revitalizá-la, sinto que está morrer e dói-me muito na alma".

Palavras sabias de um Elvense de gema, numa conversa que não ficou por aqui...

Acabei por ir dar uma volta de carro pelo Centro Histórico, e constatei que a realidade era a que o meu Pai me tinha apresentado. Eram 19h30, e as ruas apresentavam um aspecto desolador, com poucas pessoas e que seguramente se deslocavam rapidamente para as suas casas. A sensação com que fiquei foi como se estivesse num sitio abandonado.
Fiquei muito triste, mas esta é a dura realidade da nossa "cidade"!

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Foto: Fotógrafos de Elvas

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Escola Secundária D.Sancho II de cara lavada!



Como mudou para melhor a nossa D.Sancho II! Já merecia, pois apesar de ter sofrido algumas melhorias quando eu ainda andava a estudar, o que não acontecia desde a inauguração em 1962, as obras de agora colocam a escola no futuro. A inauguração teve a presença do Secretário de Estado do Ambiente Humberto Rosa, que gostou da mobilização da sociedade elvense na inauguração o que demonstra a importância da D.Sancho II para os elvenses. Não tenha dúvidas Sr. Secretário de Estado que assim é!

No vídeo temos boas imagens, elucidativas da "nova" Escola Secundária D.Sancho II, e entrevistas a alunos e antigos alunos, onde temos o Zé Velasques (ele não falha nestas coisas)!!! O destaque para mim vai, como não poderia deixar de ser, para a zona desportiva que está verdadeiramente irreconhecível para melhor. Também não posso deixar passar a "queda do muro", que outrora dividia a escola de forma a que os rapazes ficavam de um lado e as raparigas do outro. Mais tarde a divisão era de classes sociais, que para alguns não era impeditivo de estar dos dois lados, mas para muitos era verdadeiramente uma barreira. Ainda bem que foi abaixo.

Parabéns à reportagem da TV Elvas, com Raquel Moreira e Luís Damião a fazerem um belo trabalho.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VII Convívio Internacional de Minibasquete "Cidade de Elvas"

É já no próximo sábado dia 22, das 15h00 às 18h00, no Pavilhão Municipal de Elvas, que vamos ter a sétima edição do Convívio Internacional de Minibasquete "Cidade de Elvas".

Sem dúvida trata-se do maior evento organizado anualmente pela Secção de Basquetebol do Clube Elvense de Natação, que ano após ano trata de fazer com que o Convívio seja cada vez de mais qualidade. Este ano vamos ter equipas com historial no basquetebol nacional, como são o Barreirense, o Queluz ou o Belenenses, clubes que têm andado arredados deste evento em Elvas, mas que tudo se fará para que voltem a visitar a nossa cidade em próximas edições.
Logicamente vamos ter clubes do Alentejo, como são o Portelbasket, o Salesianos de Évora, o André Resende também da cidade museu, o Centro de Treinos da ABA/CME, o Atlético de Reguengos e o Campomaiorense. Irão estar igualmente presentes dois clubes da vizinha cidade de Badajoz, o ABP e o Guadalupe, que com um basquetebol mais evoluído tratarão de levar de vencida os "tubarões" portugueses da formação.
O Clube Elvense de Natação irá apresentar 3 equipas no ano em que a Secção de Basquetebol comemora o 20º aniversário (1991-2011).

Vamos ter cerca de centena e meia de jovens atletas, divididos por 14 equipas, que irão disputar 36 jogos de 14 minutos cada, em 3 horas de muito e bom minibasquete.

São motivos de grande interesse para dar um salto até ao Pavilhão no próximo sábado. Bem sei que joga "O Elvas" à mesma hora, mas nem toda a gente gosta de futebol, e o basquetebol está a tornar-se na modalidade com maior incremento de praticantes em Portugal, sendo o Convívio uma boa alternativa, num evento desportivo diferente dos que normalmente assistimos em Elvas.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

14 de Janeiro, o dia de Elvas


Hoje é 14 de Janeiro, e para qualquer Elvense, uma dia muito especial. É o nosso feriado municipal, onde comemoramos a célebre Batalha das Linhas de Elvas, que este ano cumpre 352 anos.

As celebrações serão as habituais, ou seja a manhã com o Hastear das Bandeiras na Câmara, a Romagem ao Padrão e posterior Romagem ao Túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, as cerimónias Militares e Militarizadas na Praça da Republica, terminando com o Desfile das Forças em Parada na Rua da Cadeia.
Podem dizer que é sempre a mesma coisa, mas se não tivéssemos estas celebrações não era 14 de Janeiro.

Os festejos relacionados com o 14 de Janeiro começaram no dia 8 com a Gala dos 50 anos do Agrupamento 158 de Elvas dos Escuteiros, e prolongam-se até dia 29 com um espectáculo de variedades no Cine-Teatro (clique aqui para ver o programa completo).
No entanto este Humilde Observador considera a actuação da Brigada 14 de Janeiro, um espectáculo a não perder amanhã sábado às 21h30 no Cine-Teatro.

Mas o feriado não é para todos os Elvenses, pois há os que têm de se levantar cedo como habitualmente para ir trabalhar, já que o emprego não reside infelizmente na nossa cidade. Por isso mesmo desfrutem do dia, saiam de casa, vejam as celebrações, e aproveitem o fim-de-semana ao máximo.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que se passa na Blogosfera Elvense?

A leitura desta noite pela Blogosfera Elvense deixou-me bastante surpreendido, pois ao que parece temos alguns blogues a fechar portas. Excepção feita ao Câmara dos Comuns que por motivos pessoais que todos entendemos ficará "fechado", e que no lugar do Tiago eu faria exactamente o mesmo, a verdade é que aos poucos vamos sendo cada vez menos.

Eu também estive ausente durante muitos meses, primeiro por saturação e recentemente pela chegada do terceiro elemento da família. Não pretendo fechar esta casa, antes pelo contrário, pois a veia da escrita parece estar de regresso e pretendo dar as minhas opiniões sobre as Três Paixões que formam a essência deste cantinho.
No entanto deparo-me com blogues que estão inactivos há bastante tempo, outros que começaram nestas andanças depois de mim e já acabaram, e outros que por não terem sido reconhecidos publicamente pela sua assídua actividade irão fechar portas.
Caro Zé de Melro, é verdade que os Prémios Zé de Mello são um aliciante para todos aqueles que trabalham diariamente neste veículo de comunicação. Eu sou um exemplo disso, quando há um ano me sentia inclusivamente nervoso com a possibilidade de ser o blogue eleito pelos internautas e vencer o Prémio. Espero que mude a sua decisão e se mantenha na blogosfera elvense, mais sendo um dos bloggers que vivem no centro histórico, e que por esse motivo se torna alguém importante para sentirmos o que é viver "na cidade".

Sinceramente não entendo o que se está a passar, mas estou preocupado com a situação. Já por diversas vezes disse que considero a blogosfera importante para a nossa cidade, é através dela que damos o nosso pequeno contributo para conseguirmos que Elvas seja cada vez mais uma cidade desejada, tanto para os elvenses como para aqueles que bebem a água do Aqueduto.
Será que o problema é a falta de assuntos variados para debater? Repetimo-nos muito nos posts publicados? Não nos surgem novas ideias? Estamos saturados?

Olho para a vizinha Campo Maior e o panorama é radicalmente oposto, pois são muitos os blogues com actividade assídua, debatendo tudo o que se passa na terra do café e não só. Olho para Badajoz, e não comparando a dimensão da capital pacense com Elvas, a actividade da blogosfera é enorme, tratando os mais diversos assuntos relacionados com a vida do outro lado da fronteira em muitos casos exaustivamente.

Espero sinceramente que isto mude a bem de Elvas.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Prémios Zé de Mello 2010

Depois do reinado desta casa durante um ano como melhor blogue de Elvas em 2009, chega a hora de entregar o testemunho. Depois de tanta ausência ao longo dos últimos seis meses, o Três Paixões não poderia ser novamente opção para renovar o título conquistado. Os três blogues nomeados Câmara dos Comuns, Cidad'Elvas e Dualidades, são dos mais visitados na blogosfera elvense, e por este motivo considero justas as suas nomeações.

Cada um tem características muito próprias, com o primeiro a tratar de assuntos políticos do seu autor, o segundo mais generalista de tudo o que se passa na nossa cidade, e o terceiro é um blogue mais abrangente nas suas opções de escolha dos posts. Recordo que o Dualidades já foi o vencedor em 2008, voltando agora a ser nomeado e com boas hipóteses de vencer, pois conta com uma legião de seguidores bastante ampla, sendo provavelmente o principal candidato.

Como diz o Tiago Abreu, votem em quem bem entenderem, e a minha opção não a vou transcrever pois o voto é secreto! :)

Não está esta casa nomeada, mas acabo por ser também um dos nomeados como elemento integrante no basquetebol do Clube Elvense de Natação. Na categoria de Desporto o CEN tem como adversários o Rugby Clube de Elvas e "O Elvas" CAD. Penso que a opção CEN é a mais lógica, não por fazer parte do clube mas por entender que é a colectividade que mais tem feito pelo desporto em Elvas. Todos os anos a Natação, a Ginástica, o Atletismo e o Basquetebol aumentam o número de federados inscritos, é o clube que promove os eventos desportivos mais significativos em Elvas, e trata-se sem dúvida de um clube organizado.

Alguns me dirão que "O Elvas" é o meu clube do coração e de certa forma não se enganam, pois a paixão pelo clube azul-e-ouro é grande desde tenra idade. Mas desde que na década de 80 me integrei no CEN, é o clube com o qual sinceramente me identifico.
Por tudo isto voto CEN para os Prémios Zé de Mello 2010, e peço que vão a http://josedemello.blogspot.com/ e cliquem na mesma opção!

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Faltam três semanas para o Natal

Sei que tenho estado ausente da vida do blogue, mas creio que todos entendem que o tempo com a chegada do meu filho, se tornou mais complicado de gerir. Alguns amigos me perguntaram se o Três Paixões tinha fechado portas, e a resposta foi um claro Não.
Ainda ontem em conversa com o amigo Beto Castanho no jogo d'"O Elvas" lhe disse que estava cheio de vontade de regressar aos posts e de voltar a dar dinâmica ao Três Paixões.

Dito isto aqui estou e cheio de energia. O post de hoje volta a tocar no comércio tradicional em época de Natal, pois faltam cerca de três semanas para chegarmos à noite da Consoada e muito por fazer em Elvas. Reconheço que tenho insistido neste assunto em vários posts, mas penso ser de vital importância para a revitalização do nosso centro.

A Câmara voltou a iluminar as principais ruas do Centro Histórico, por sinal uma bela iluminação que na próxima semana pretendo mostrar aos leitores do TP, ao contrário do que sucede em várias cidades do nosso país. Não vamos mais longe, Campo Maior não tem qualquer ornamentação natalícia, numa decisão da autarquia que visa uma clara contenção de custos. Rondão Almeida manteve a decisão do concurso para iluminar o Centro Histórico, pois não podia anulá-la, mas mesmo assim não acredito que o Centro Histórico ficasse sem qualquer embelezamento natalício. Apesar da crise instaurada no nosso país e que obriga a muitos cortes, a iluminação de Natal serve para atrair pessoas às zonas históricas das cidades. Apesar de concordar com a redução em gastos como a iluminação de Natal, penso que mesmo mais "pobre" se deve colocar algum embelezamento nas ruas dos Centros Históricos.

Com a bela iluminação que temos, os comerciantes não se podem queixar que a Câmara lhes privou de visitantes nas principais ruas comerciais de Elvas. No entanto penso que este vai ser um "mau" Natal a nível comercial na zona intra-muros. A falta de hábito de ir "à cidade" para realizar as compras vai-se acentuando cada vez mais. Badajoz passou já há algum tempo a ser o principal destino para as compras dos elvenses, e os hiper-mercados estão "à pinha", sinal que a crise existe mas não tanto como parece. Então que fazer para conseguir o regresso dos elvenses ao Centro Histórico? Será que a Câmara também se tem de responsabilizar por isto ou terão de ser os comerciantes, ou alguma associação em sua representação, a fazer alguma coisa para incentivar os elvenses a preferirem o Centro Histórico?

Na minha opinião será uma mistura das duas opções. A autarquia e comerciantes devem juntar-se e elaborar um plano de trabalho que vise desenvolver o comércio tradicional elvense. A edilidade como elemento que promova eventos na tentativa de levar os elvenses a visitar com maior assiduidade a zona intra-muros. Pede-se que sejam eventos com qualidade para chamarem a atenção, e para isso penso que poderiam participar as sociedades e associações culturais instaladas na nossa cidade. A Câmara juntando-se por exemplo à SIR, ou à Sociedade 1º de Dezembro iria ter uma visão diferente de actos culturais a desenvolver no Centro Histórico.

Já há algum tempo que tenho dito ser importante criar um Centro Comercial aberto no Centro Histórico, pois acredito que seria a fórmula para desenvolver uma marca própria do nosso comércio. Criar esse Centro faria com que os comerciantes estivessem juntos nesta luta, que promovessem os seus estabelecimentos, e pudessem avançar nas ideias de incentivo aos elvenses para voltar a comprar de forma tradicional. Também seria necessário que os comerciantes apostassem um pouco na inovação tanto dos produtos comercializados como das suas próprias lojas. Um mudança de visual seria um bom chamariz para os clientes. É verdade que com a crise as possibilidades de investimento reduziram bastante, mas ou há apostas ou então a morte lenta do comércio tradicional passa a definitiva.

Estas são as minhas opiniões sobre o problema do comércio no Centro Histórico, registando as linhas de orientação que penso poderem ser efectivas para conseguir o objectivo comum a todos.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cortes nas festas, mais obras e acusações do STAL

O Presidente Rondão Almeida revelou que em 2011 haverá cortes no orçamento municipal no que respeita a festas e eventos. Carnaval, festas, animação das noites de Verão e Expo São Mateus irão ver menos dinheiro disponível para a sua realização, com uma redução de 50%.

Congratulo-me por ver a autarquia tomar esta atitude, num momento de profunda crise nacional a que Elvas não é imune, e penso que deverá haver muita prudência no orçamento de 2011 em outras rubricas.
O problema desta decisão é que a autarquia já (mal) habituou as instituições a disponibilizar verbas para todo o tipo de festas, sem terem de recorrer a apoios financeiros privados. Será um problema complicado de gerir, pois o hábito de pedir à Câmara dinheiro para se promoverem eventos está enraizado há muitos anos. Rondão Almeida acostumou as instituições a não se preocuparem que a autarquia resolvia os problemas, mas agora decidiu cortar em metade o orçamento para festas. Sinceramente penso que a percentagem da redução ainda é baixa para os momentos que vivemos, e esperemos pelas reacções quando ouvirem a palavra NÃO.

O próprio Presidente afirmou que “infelizmente já temos adjudicado o concurso para a iluminação de Natal, caso contrário também seria alvo de cortes no investimento”, referindo ainda que “por mim em 2011 não haveria Carnaval”.
Se a iluminação natalícia do Centro Histórico já está adjudicada e agora não se pode voltar atrás, penso que o Carnaval poderia ter uma redução significativa da aposta financeira da autarquia. Analisando os Corsos, creio que a grande maioria dos milhares de pessoas que assistem todos os anos ao melhor Carnaval do Alentejo, preferem ver as coreografias executadas pelos grupos do nosso concelho. É nestes grupos que centramos as nossas atenções e a aposta terá de ser feita nos de cá. É justo dizer que as “comparsas” de Badajoz trouxeram a diferença de qualidade no carnaval elvense, mas para trazer essas “comparsas” é necessário um elevado dispêndio económico, podendo essas verbas serem canalizadas para a melhoria dos nossos grupos. Creio mesmo que o nível dos grupos elvenses é muito bom e com tendência a melhorar, e que um Carnaval feito só com as nossas gentes será na mesma um grande Carnaval e mais barato sem dúvida.

Em contrapartida Rondão Almeida garantiu que para 2011 “o investimento nas obras do concelho vai continuar”. Serão “entre 20 e 25 milhões de euros em obras públicas de origem municipal”. É uma boa notícia, pois sem investimento não há crescimento. Já que os cofres da Câmara gozam de boa saúde financeira, o investimento controlado é a opção correcta. Sobre onde deveria Rondão Almeida apostar falarei mais à frente.


Ainda no que respeita à polémica devolução dos aumentos por parte de 160 funcionários, o STAL emitiu um comunicado afirmando que “são mentirosas as declarações do Presidente da Câmara Municipal de Elvas à imprensa, através das quais pretende de forma ardilosa e com intuitos claramente manipuladores fazer crer que o STAL se terá recusado a fazer parte de uma comissão conjunta para negociar junto da Secretaria de Estado da Administração Local o problema da legalidade das medidas de opção gestionária”.
A Direcção Regional de Portalegre do STAL reafirma que "nunca foi contactado no sentido de fazer parte de qualquer comissão ou delegação com tal intuito. O STAL nunca fugiu ao diálogo. Pelo contrário, é o próprio Presidente da Câmara Municipal de Elvas que reiteradamente tem ignorado os diversos pedidos de reunião que lhe foram efectuados, quer pela Direcção Regional do Sindicato quer pela própria Comissão Sindical".

Depois de ler isto já não há quem entenda o que se passa. A Câmara afirma que a Comissão do STAL não quis fazer parte do grupo que iria a uma reunião com o Secretário de Estado. Depois do plenário do sindicato com os funcionários da Câmara, um trabalhador afirmou que não havia possibilidades de diálogo com o STAL, e que seriam os trabalhadores a reunir com o representante do Governo. Agora a Direcção Regional de Portalegre do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local emite um comunicado a negar que tivessem sido contactados, acusando Rondão Almeida de fazer crer que o sindicato se tinha recusado a integrar a comissão. Inclusivamente o STAL afirma que a Câmara tem reiteradamente ignorado diversos pedidos de reunião.

Mas afinal o que é isto? Quem está a mentir? É lamentável que continuemos com este fogo cruzado entre a Câmara e o STAL e as soluções não aparecem, ou melhor, sim aparecem, pois são os funcionários a terem de devolver o dinheiro à autarquia.
Deixem-se de querer ficar bem para a opinião pública e tratem de resolver os problemas dos trabalhadores. Resolvendo-os podem ficar tranquilos que todos saberão agradecer.

(fonte site Rádio Elvas)

Scottish
Uma Paixão uma opinião pessoal

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Faltam dois meses para o Natal

Estamos precisamente a dois meses do Natal. É tempo suficiente para que o comércio tradicional prepare convenientemente o suposto melhor período de vendas do ano. Alguns pensarão que ainda estamos longe, mas penso que é timing exacto para que se prepararem estratégias, de forma a convencer a população para fazer as suas compras natalícias no Centro Histórico.

Sou dos que pensa na necessidade dos comerciantes formarem as suas próprias estratégias, individuais e colectivamente, mas creio que a Associação Empresarial de Elvas poderá ter uma oportunidade importante até ao final do ano, para se afirmar como um parceiro válido na promoção e divulgação do comércio tradicional elvense.

A ideia de criar um Centro Comercial Aberto nas principais artérias comerciais da zona intra-muros. poderia ser um bom motor de arranque para o sucesso que todos desejamos. Não podemos negar que todos fazemos compras nos hiper-mercados ou em Badajoz, que nos esquecemos completamente de ir “à cidade”. Apesar de termos umas ruas muito bonitas na quadra natalícia, com iluminações que convidam a tirar boas fotografias, esquecemo-nos pura e simplesmente de ir às lojas.

Alguns dirão que falta estacionamento no Centro para justificar a sua ausência. Eu digo que não é bem assim, pois muitos pretendem parar o carro praticamente à porta das lojas, em vez de se gastarem uns cêntimos no parque subterrâneo. Em Badajoz ninguém se queixa, e vamos directamente ao parque de estacionamento, a pagar claro.
Se conseguirmos eliminar esta ideia tenho a certeza que as mentalidades poderão mudar, sempre que haja iniciativa por parte dos comerciantes em criar situações que nos chamem a atenção para entrarmos nas lojas.

A Câmara Municipal de Elvas poderá e deverá ser um elemento de colaboração com o comércio tradicional, mas nunca ser o elemento mais importante neste assunto no que respeita à sua solução. Essa responsabilidade é dos comerciantes, pois a autarquia de certo organizará eventos alusivos ao Natal que irão levar pessoas ao Centro Histórico, e aí devem as lojas aproveitar os momentos de maior afluência de potenciais clientes.

Comerciantes, AEE e CME reúnam-se, falem as vezes que forem necessárias, mas façam algo para dinamizar o nosso Centro Histórico. De não o fazerem e com a grave crise com que nos debatemos e que durará bastante tempo, poderemos continuar a assistir à morte lenta do comércio tradicional elvense.

Scottish
Uma paixão, uma opinião pessoal

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Assim não dá!

O trágico "erro técnico" do Orçamento Municipal é o tema da semana, e está a ser amplamente debatido, tanto na blogosfera como nos meios de comunicação sociais locais, regionais e nacionais. É triste que Elvas volte às bocas de todo o Mundo pelas más notícias e não por algo que tenha proveito para a nossa cidade.

São vários os pontos de vista sobre este assunto, em especial na busca do responsável por tamanho erro, que levará 160 funcionários da autarquia a estar entre a espada e a parede pela ginástica orçamental em casa que durará algo mais de um ano.

A blogosfera elvense tem sido o veículo de ataque de ambos lados da barricada política nos últimos dias. Uns a tentar derrubar o poder por todos os meios, outros a tentar acusar a oposição de usar este problema para aumentar a sua confiança no eleitorado elvense.

Na minha opinião se as críticas revelassem alguma intenção de tentar ajudar a resolver o problema dos únicos que não têm a culpa dos que se está a passar, ou seja os funcionários, até aceitaria este fogo cruzado. Mas o que se está a acontecer é verdadeiramente a guerra. Uns atacam Rondão Almeida, outros atacam a oposição, todos espalhando a pólvora através da escrita, ou seja o mal-dizer, para arremeter contra o alvo desejado.
Se em muitas vezes entendo e aceito as críticas, tanto do executivo como da oposição e seu apoiantes pelo que é feito ou não, ou pelas promessas sem sentido que não chegam a ser realidades, já que deve haver diferenças para haver debate político que deveria conduzir a uma melhoria do burgo, não posso aceitar que o dinheiro de 160 funcionários seja o pretexto para conseguir politicamente seja o que for.

Tudo isto é triste, pois por muito que algumas supostas mentes brilhantes que andam no nosso burgo digam mal, com ou sem razão, dos funcionários da autarquia, estes são os verdadeiros prejudicados do tal "erro técnico". É por eles que se devem encontrar soluções que evitem a devolução do aumento salarial que legalmente têm direito, e não andar nesta guerra que a nada conduz.

Sobre o problema real as únicas formas de interpretar o sucedido são que o erro ou é político ou é efectivamente técnico. Se é político então o principal responsável é o Presidente da Câmara como chefe do executivo, mesmo não tendo sido o verdadeiro culpado. A falha é muito grave, e se houve esquecimento em registar a verba na alínea correcta do Orçamento, no mínimo pede-se que os trabalhadores obtenham um pedido de desculpas público e que se trate por todos os meios de conseguir com que os trabalhadores não tenham de devolver o aumento salarial.
De ser político também penso que temos de responsabilizar os deputados municipais de todos os partidos, que simplesmente levantaram a mão para aprovar algo que estou em crer nem sequer foi lido pela maioria. Estas pessoas devem ter sempre em mente que são a voz do povo, que os elvenses colocaram os seus destinos nas suas mãos, e que qualquer decisão da assembleia municipal pode ter grandes repercussões.

Se for técnico então há que encontrar o culpado e haver coragem em castigar quem está a prejudicar 160 trabalhadores, por muito que custe essa decisão, e continuar a mover montanhas para resolver esta situação com as instâncias governamentais.

Este assunto é claramente a maior mancha na liderança municipal de Rondão Almeida. Tenho dito que as pessoas têm a memória curta, e que no futuro só se vão lembrar do actual Presidente da Câmara pelo trabalho desenvolvido neste derradeiro mandato. Para trás já ficaram as Piscinas Municipais, o Estádio de Atletismo, a Circular à Cidade, o Coliseu, as rotundas, a recuperação do Jardim Municipal e tantas outras obras feitas por Rondão Almeida. São obras que já existem e que na sua maioria mereceram a aprovação dos elvenses, mas com o actual estado de crise profunda em que os portugueses vivemos, o problema da devolução dos aumentos é muito grave e a confiança dos elvenses no actual executivo vai sem dúvida descer.

Mas se está a descer não quer dizer que a oposição esteja a subir. É preocupante que algumas pessoas possam querer aproveitar o problema de 160 trabalhadores para tentar ganhar pontos na corrida às próximas eleições municipais. E isto está a notar-se de uma forma muito clara, como podemos ver pelo sucedido ontem entre Rondão Almeida e Francisco Vieira. O Presidente propôs que juntos pudessem reunir-se com o Secretário de Estado, tentando sensibilizar o poder central, e defender que as câmaras possam fazer as revisões orçamentais que entenderem. Segundo Rondão Almeida "o diálogo com o STAL não está a ser conseguido". Não me surpreende que assim seja.

Pela decisão após plenário do STAL tomada por um funcionário da Câmara, em que "visto não haver possibilidades de diálogo com o sindicato, que sejam os trabalhadores a reunir com o representante do Governo", temos de pensar que realmente é o sindicato quem não está a querer ser parte da solução. É muito mau que assim seja, pois os sindicatos estão para ajudar os trabalhadores em primeiro lugar, e não ter como único objectivo o ataque total à autarquia com fins políticos.

Neste momento os 160 funcionários apenas pretendem que o executivo camarário, ou o STAL, ou ambos, os ajudem a resolver este problema e que não tenham de devolver dinheiro ao qual têm direito.

FAÇAM-NO POIS ASSIM NÃO DÁ!!!

Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trabalhadores da CME lesados pela autarquia

Cerca de 220 trabalhadores foram lesados por um erro no orçamento municipal, que não contemplou as verbas para o reprovisionamento salarial e novas contratações para o ano de 2010.

É uma péssima notícia do conhecimento geral dos elvenses, que irá fazer correr muita tinta, que terá as mais diversas interpretações, mas podemos dizer que se trata sem dúvida da maior mancha de Rondão Almeida nos 17 anos de liderança municipal.

A Rádio Elvas fez um bom trabalho na abordagem deste delicado tema (veja o vídeo das entrevistas clicando aqui), ouvindo Nuno Mocinha como representante da edilidade, Francisco Vieira como dirigente sindical do STAL, e Luís Santa e Vladimiro Lascas foram a voz dos trabalhadores lesados.

160 trabalhadores têm de devolver o aumento atribuído em 2009. A Câmara justifica o erro como sendo técnico, de não terem sido incluídas as verbas de reprovisionamento salarial na rubrica correcta do orçamento municipal.
É um erro técnico muito grave que irá levar ao desespero muitas famílias que vivem dos exíguos vencimentos que auferem na autarquia. O problema não será apenas a devolução do aumento à Câmara, pois devido a esse aumento descontaram mais nos impostos ao longo deste ano, a prestação da casa também foi aumentada em muitos casos, e provavelmente houve lugar à aquisição de bens que antes do aumento seriam de todo impossíveis de comprar.

Como disse Nuno Mocinha em representação da CME, foi um erro técnico. Eu diria que foi um erro imperdoável, pois o orçamento municipal deve ter sido visto e revisto por várias pessoas mas ninguém notou o erro. E agora? É um problema simples de resolver? Antes pelo contrário, pois se a devolução fosse no valor do aumento mensal, ainda se poderia pensar em equilíbrio orçamental familiar, mas as contas são feitas de forma a que a totalidade do aumento desde Janeiro de 2009, seja devolvida até ao final de 2011.

Luís Santa na entrevista à Rádio Elvas foi muito claro a apresentar as contas, e alguns funcionários terão de devolver mais de 2 mil euros à CME, além de voltarem para o salário antigo, num momento de profunda crise nacional.
Um funcionário que em Janeiro de 2009 tinha um salário de 762€, passou a auferir em Dezembro do mesmo ano 837,60€, ou seja um aumento mensal de 75,52€. Agora vai ter de devolver em cada uma das 14 prestações 205€ à CME. Se pensarmos que aos 762€ do vencimento lhe têm de descontar os impostos e que retiram os 205€ da devolução do aumento, estes funcionários ficarão com menos de 500€ mensais para se governar. O problema não fica por aqui, pois em muitos casos há que pagar o empréstimo da casa ou um carro, além das despesas habituais como a comida para casa, ou a educação dos filhos.
É possível viver assim ao longo de 14 meses? Não é possível e haverá desespero em muitos casos para poder chegar ao fim do mês.

Sobre a anulação dos concursos para entrar nos quadros, o vereador da coligação MUDE Simão das Dores diz que se trata de uma questão de carácter político, pois há muitos anos que o executivo camarário deveria ter revisto a situação de muitos trabalhadores. Tem razão, pois todos conhecemos muitas pessoas que trabalham para a Câmara há muitos anos, com contratos a prazo ou incluídos nos vários programas de apoio à contratação do Centro de Emprego, sempre com a promessa que quando houvesse possibilidade de abrir concursos para os quadros, seriam integrados em definitivo na autarquia.

Agora 60 funcionários irão para o desemprego quando terminem o vínculo contratual com a Câmara, em muitos casos até ao final do ano. Será a própria autarquia a aumentar o desemprego local por um "simples" erro técnico. Estas situações já deveriam ter sido resolvidas há muito tempo, pois a solvência de tesouraria permitia que estes funcionários fizessem parte integrante dos quadros da Câmara. Sem eles haverá departamentos da autarquia com graves problemas de falta de pessoal para funcionarem. De certeza que os que continuam irão acumular as suas actuais funções com as dos que irão sair em breve, para que a autarquia se mantenha minimamente funcional.

Foi muito duro por parte dos funcionários da CME ouvir Rondão Almeida informar as medidas que seriam tomadas de forma imediata. Na reunião que teve lugar no Cine-Teatro houve perplexidade e lágrimas de muitos funcionários, sem capacidade sequer para reagir a tão duras medidas. Não bastava os sucessivos aumentos de impostos que o Governo nos sujeita, senão agora terem de devolver dinheiro porque alguém se esqueceu de registar o montante total na rubrica certa do orçamento municipal.

No mínimo exige-se a Rondão Almeida um pedido de desculpas público aos funcionários lesados, sabendo que após o erro técnico no orçamento municipal a devolução dos aumentos é por agora a solução politicamente correcta. No entanto penso que deve ser feito algo no próximo orçamento municipal para que os funcionários não tenham de devolver o dinheiro, e castigar sem qualquer margem para dúvidas quem é responsável pela elaboração do orçamento municipal e cometeu tamanho erro.
Não gosto de ser radical mas o problema é demasiado grave para que a autarquia deixe passar impune quem lesou cerca de 220 trabalhadores, num total de aproximadamente 300 mil euros.

Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal