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domingo, 4 de agosto de 2019

Conversas de Barbearia #47 (2ª parte) - "Elvas tem futuro"


Segunda parte de "Elvas tem futuro", uma edição em que os temas foram positivos sobre a nossa cidade. Hoje a tertúlia trata de novos tempos que se avizinham para Vila Fernando, a isenção de IMI no Centro Histórico de Elvas e mais algumas coisas que têm de ouvir nesta Conversa de Barbearia. Não percam!

Caso queira participar, pode dar a sua opinião através do blogue Três Paixões, ou pelas redes sociais (FacebookTwitter, ou YouTube).
Se não quiserem comentar ou lançar novas ideias, partilhem o vídeo para que muitos mais nos possam ver. Interajam connosco, partilhem os vossos pensamentos, comentem o que dizemos mesmo discordando, para que as Conversas de Barbearia sejam feitas não só pelos tertulianos, mas também por quem nos vê/ouve. Insistimos pois quantos mais formos, mais longe chegamos, mais forte se torna a voz dos que realmente importam, o cidadão comum.

Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Conversas de Barbearia #33 - "Rescaldo do São Mateus 2017"


Segundo tema da 33ª edição das Conversas de Barbearia. O "Rescaldo do São Mateus 2017" tinha de ser feito pelos tertulianos e nada ficou por comentar. O sentimento geral é o de "mais do mesmo"? Dois organizadores a trabalharem por sua conta? Sub-aproveitamento do tabuleiro superior? Estas e muitas outras questões tiveram resposta nesta conversa. Vejam!

Sendo o tema local, pensamos que os elvenses deveriam participar de forma especial nas Conversas de Barbearia. Será de todo fundamental que comentem e partilhem connosco as vossas opiniões sobre o tema a debate, através do blogue Três Paixões, no Facebook, no Google+, no Twitter, ou no YouTube.
Se não quiserem comentar ou lançar novas ideias, partilhem o vídeo para que muitos mais nos possam ver. Interajam connosco, partilhem os vossos pensamentos, comentem o que dizemos mesmo discordando, para que as Conversas de Barbearia sejam feitas não só pelos tertulianos, mas também por quem nos vê/ouve. Insistimos pois quantos mais formos, mais longe chegamos, mais forte se torna a voz dos que realmente importam, o cidadão comum.

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sábado, 24 de setembro de 2016

Na próxima Conversa de Barbearia temos "Barracas na Feira"


Na próxima edição das Conversas de Barbearia, o tema principal não podia ser outro que o rescaldo do São Mateus 2016. Além do muito que há para falar, temos a recente polémica entre a Confraria e a Câmara Municipal de Elvas. O "estalar do verniz" entre os organizadores do São Mateus, vai servir para apimentar a conversa. O que se está a passar não estranha e já os tertulianos das Conversas de Barbearia esperavam está polémica.
Em declarações à Rádio Elvas, Nuno Mocinha foi categórico quando afirmou que "a Confraria não corresponde minimamente aos anseios da população e da Câmara". A Confraria ao não permitir a utilização das casas de banho aos trabalhadores da TVI, foi a gota que transbordou o copo. Segundo o Presidente da autarquia elvense, esta atitude "denota um bocadinho de má vontade e sendo assim não vale a pena a Câmara continuar a investir como até aqui". Esta posição da Confraria leva a que Nuno Mocinha tenha vontade de "não participar nem na Semana da Juventude nem no São Mateus no Parque da Piedade". O aviso foi feito, "ou as coisas mudam ou então a Câmara para o ano não se associa ao São Mateus e os elvenses que tirem as suas conclusões".
O Eng. José Aldrabinha, juiz da Confraria, remeteu-se ao silêncio, ou melhor, apenas diz que não quer "alimentar polémicas". Aguarda que Nuno Mocinha o receba para poderem falar sobre o assunto.

Temos pano para mangas... Não podem perder a próxima Conversa de Barbearia. Sem duvida vamos falar claro e o tema já tem título, "Barracas na Feira".

Scottish
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Câmara de Elvas vai construir mais dois pavilhões

A Câmara Municipal de Elvas, na reunião de 8 de Junho, decidiu aprovar uma Revisão Orçamental, onde está contemplada a construção de mais dois pavilhões desportivos (em Elvas e Vila Boim) e a recuperação do actual Pavilhão Desportivo Municipal de Elvas, na Fonte Nova. Esta Revisão Orçamental vai ser enviada, para aprovação, à próxima sessão da Assembleia Municipal.
fonte: site do Município de Elvas

Mais investimento no campo do desporto por parte da edilidade elvense, que irá aumentar em dois pavilhões o parque desportivo de Elvas. Com as obras de alteração do relvado no Campo Patalino, os balneários no Campo Pedro Barrena e agora mais dois pavilhões, podemos dizer que apesar da crise, o município continua a investir, o que se saúda.

Se felicitamos a Câmara por estes projectos, que visam sem dúvida dar um maior oferta em condições para a prática desportiva no concelho, temos de dizer que o grande problema de há muito tempo, é a organização das estruturas desportivas. Em especial na distribuição dos horários de utilização do Pavilhão da Fonte Nova, que nunca seguiu o regulamento criado pela Câmara Municipal de Elvas no longínquo ano de 1992. Acontece que dito regulamento dava prioridade total ao desporto federado, e só depois o desporto "a brincar" podia beneficiar do equipamento.
Como desporto federado e praticado no Pavilhão da Fonte Nova, temos o Basquetebol, a Ginástica e o Futsal. Dois clubes se debatem com o problema de poder trabalhar com qualidade e aumentar o número de federados, o Clube Elvense de Natação e a Sociedade de Instrução e Recreio. Já por diversas vezes foi manifestado pela Secção de Basquetebol do CEN, a necessidade de poder contar com mais horas de utilização do Pavilhão. E isto porquê? Simplesmente porque há treinadores que contam com 30 atletas nos treinos, e como devem calcular num desporto que se pratica com 5 jogadores, é manifestamente impossível de se poder realizar um trabalho positivo se não houver mais espaço e mais horas.

Há muitos grupos de amigos que solicitam horas para poder jogar futebol, e é legitimo poderem praticar desporto, mas deveriam apenas utilizar o pavilhão quando os federados não trabalhassem. O mais chato é que por várias vezes não aparece ninguém e o pavilhão fica fechado, sem utilização, o que para aqueles que andam a solicitar horas por necessidade se torna numa desagradável situação.
Acontece que os responsáveis pelos equipamentos desportivos permitem que todos possam solicitar horas no Pavilhão da Fonte Nova, mas quando se pretende utilizar qualquer dos três campos de futebol, a resposta é taxante e rotunda com um "não pode ser pois os campos são para as equipas d'"O Elvas" e d'"Os Elvenses"".

Sem dúvida o tratamento dado aos clubes da cidade de Elvas não é o mesmo. Os clubes de futebol não têm preocupações de espaço, pois até dispõem do Estádio de Atletismo para "desafogar", e o CEN e a SIR são olhados da mesma forma que o são os vários grupos de amigos que querer jogar à bola no pavilhão. Elvas necessita claramente de pessoas capacitadas para gerir o desporto, pessoas formadas nesta área para que a nossa cidade possa beneficiar em pleno do vasto parque desportivo que dispomos, e que assim se olhe para Elvas como uma cidade de BOM desporto.

Agora com esta decisão da Câmara em aumentar o parque desportivo elvense em mais dois pavilhões, esperamos que se olhe melhor para as necessidades dos clubes que contam com desporto federado, em prol de poderem mostrar qualidade no seu trabalho e levar o nome de Elvas a mais altos patamares.

Scottish
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cortes nas festas, mais obras e acusações do STAL

O Presidente Rondão Almeida revelou que em 2011 haverá cortes no orçamento municipal no que respeita a festas e eventos. Carnaval, festas, animação das noites de Verão e Expo São Mateus irão ver menos dinheiro disponível para a sua realização, com uma redução de 50%.

Congratulo-me por ver a autarquia tomar esta atitude, num momento de profunda crise nacional a que Elvas não é imune, e penso que deverá haver muita prudência no orçamento de 2011 em outras rubricas.
O problema desta decisão é que a autarquia já (mal) habituou as instituições a disponibilizar verbas para todo o tipo de festas, sem terem de recorrer a apoios financeiros privados. Será um problema complicado de gerir, pois o hábito de pedir à Câmara dinheiro para se promoverem eventos está enraizado há muitos anos. Rondão Almeida acostumou as instituições a não se preocuparem que a autarquia resolvia os problemas, mas agora decidiu cortar em metade o orçamento para festas. Sinceramente penso que a percentagem da redução ainda é baixa para os momentos que vivemos, e esperemos pelas reacções quando ouvirem a palavra NÃO.

O próprio Presidente afirmou que “infelizmente já temos adjudicado o concurso para a iluminação de Natal, caso contrário também seria alvo de cortes no investimento”, referindo ainda que “por mim em 2011 não haveria Carnaval”.
Se a iluminação natalícia do Centro Histórico já está adjudicada e agora não se pode voltar atrás, penso que o Carnaval poderia ter uma redução significativa da aposta financeira da autarquia. Analisando os Corsos, creio que a grande maioria dos milhares de pessoas que assistem todos os anos ao melhor Carnaval do Alentejo, preferem ver as coreografias executadas pelos grupos do nosso concelho. É nestes grupos que centramos as nossas atenções e a aposta terá de ser feita nos de cá. É justo dizer que as “comparsas” de Badajoz trouxeram a diferença de qualidade no carnaval elvense, mas para trazer essas “comparsas” é necessário um elevado dispêndio económico, podendo essas verbas serem canalizadas para a melhoria dos nossos grupos. Creio mesmo que o nível dos grupos elvenses é muito bom e com tendência a melhorar, e que um Carnaval feito só com as nossas gentes será na mesma um grande Carnaval e mais barato sem dúvida.

Em contrapartida Rondão Almeida garantiu que para 2011 “o investimento nas obras do concelho vai continuar”. Serão “entre 20 e 25 milhões de euros em obras públicas de origem municipal”. É uma boa notícia, pois sem investimento não há crescimento. Já que os cofres da Câmara gozam de boa saúde financeira, o investimento controlado é a opção correcta. Sobre onde deveria Rondão Almeida apostar falarei mais à frente.


Ainda no que respeita à polémica devolução dos aumentos por parte de 160 funcionários, o STAL emitiu um comunicado afirmando que “são mentirosas as declarações do Presidente da Câmara Municipal de Elvas à imprensa, através das quais pretende de forma ardilosa e com intuitos claramente manipuladores fazer crer que o STAL se terá recusado a fazer parte de uma comissão conjunta para negociar junto da Secretaria de Estado da Administração Local o problema da legalidade das medidas de opção gestionária”.
A Direcção Regional de Portalegre do STAL reafirma que "nunca foi contactado no sentido de fazer parte de qualquer comissão ou delegação com tal intuito. O STAL nunca fugiu ao diálogo. Pelo contrário, é o próprio Presidente da Câmara Municipal de Elvas que reiteradamente tem ignorado os diversos pedidos de reunião que lhe foram efectuados, quer pela Direcção Regional do Sindicato quer pela própria Comissão Sindical".

Depois de ler isto já não há quem entenda o que se passa. A Câmara afirma que a Comissão do STAL não quis fazer parte do grupo que iria a uma reunião com o Secretário de Estado. Depois do plenário do sindicato com os funcionários da Câmara, um trabalhador afirmou que não havia possibilidades de diálogo com o STAL, e que seriam os trabalhadores a reunir com o representante do Governo. Agora a Direcção Regional de Portalegre do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local emite um comunicado a negar que tivessem sido contactados, acusando Rondão Almeida de fazer crer que o sindicato se tinha recusado a integrar a comissão. Inclusivamente o STAL afirma que a Câmara tem reiteradamente ignorado diversos pedidos de reunião.

Mas afinal o que é isto? Quem está a mentir? É lamentável que continuemos com este fogo cruzado entre a Câmara e o STAL e as soluções não aparecem, ou melhor, sim aparecem, pois são os funcionários a terem de devolver o dinheiro à autarquia.
Deixem-se de querer ficar bem para a opinião pública e tratem de resolver os problemas dos trabalhadores. Resolvendo-os podem ficar tranquilos que todos saberão agradecer.

(fonte site Rádio Elvas)

Scottish
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Faltam dois meses para o Natal

Estamos precisamente a dois meses do Natal. É tempo suficiente para que o comércio tradicional prepare convenientemente o suposto melhor período de vendas do ano. Alguns pensarão que ainda estamos longe, mas penso que é timing exacto para que se prepararem estratégias, de forma a convencer a população para fazer as suas compras natalícias no Centro Histórico.

Sou dos que pensa na necessidade dos comerciantes formarem as suas próprias estratégias, individuais e colectivamente, mas creio que a Associação Empresarial de Elvas poderá ter uma oportunidade importante até ao final do ano, para se afirmar como um parceiro válido na promoção e divulgação do comércio tradicional elvense.

A ideia de criar um Centro Comercial Aberto nas principais artérias comerciais da zona intra-muros. poderia ser um bom motor de arranque para o sucesso que todos desejamos. Não podemos negar que todos fazemos compras nos hiper-mercados ou em Badajoz, que nos esquecemos completamente de ir “à cidade”. Apesar de termos umas ruas muito bonitas na quadra natalícia, com iluminações que convidam a tirar boas fotografias, esquecemo-nos pura e simplesmente de ir às lojas.

Alguns dirão que falta estacionamento no Centro para justificar a sua ausência. Eu digo que não é bem assim, pois muitos pretendem parar o carro praticamente à porta das lojas, em vez de se gastarem uns cêntimos no parque subterrâneo. Em Badajoz ninguém se queixa, e vamos directamente ao parque de estacionamento, a pagar claro.
Se conseguirmos eliminar esta ideia tenho a certeza que as mentalidades poderão mudar, sempre que haja iniciativa por parte dos comerciantes em criar situações que nos chamem a atenção para entrarmos nas lojas.

A Câmara Municipal de Elvas poderá e deverá ser um elemento de colaboração com o comércio tradicional, mas nunca ser o elemento mais importante neste assunto no que respeita à sua solução. Essa responsabilidade é dos comerciantes, pois a autarquia de certo organizará eventos alusivos ao Natal que irão levar pessoas ao Centro Histórico, e aí devem as lojas aproveitar os momentos de maior afluência de potenciais clientes.

Comerciantes, AEE e CME reúnam-se, falem as vezes que forem necessárias, mas façam algo para dinamizar o nosso Centro Histórico. De não o fazerem e com a grave crise com que nos debatemos e que durará bastante tempo, poderemos continuar a assistir à morte lenta do comércio tradicional elvense.

Scottish
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Assim não dá!

O trágico "erro técnico" do Orçamento Municipal é o tema da semana, e está a ser amplamente debatido, tanto na blogosfera como nos meios de comunicação sociais locais, regionais e nacionais. É triste que Elvas volte às bocas de todo o Mundo pelas más notícias e não por algo que tenha proveito para a nossa cidade.

São vários os pontos de vista sobre este assunto, em especial na busca do responsável por tamanho erro, que levará 160 funcionários da autarquia a estar entre a espada e a parede pela ginástica orçamental em casa que durará algo mais de um ano.

A blogosfera elvense tem sido o veículo de ataque de ambos lados da barricada política nos últimos dias. Uns a tentar derrubar o poder por todos os meios, outros a tentar acusar a oposição de usar este problema para aumentar a sua confiança no eleitorado elvense.

Na minha opinião se as críticas revelassem alguma intenção de tentar ajudar a resolver o problema dos únicos que não têm a culpa dos que se está a passar, ou seja os funcionários, até aceitaria este fogo cruzado. Mas o que se está a acontecer é verdadeiramente a guerra. Uns atacam Rondão Almeida, outros atacam a oposição, todos espalhando a pólvora através da escrita, ou seja o mal-dizer, para arremeter contra o alvo desejado.
Se em muitas vezes entendo e aceito as críticas, tanto do executivo como da oposição e seu apoiantes pelo que é feito ou não, ou pelas promessas sem sentido que não chegam a ser realidades, já que deve haver diferenças para haver debate político que deveria conduzir a uma melhoria do burgo, não posso aceitar que o dinheiro de 160 funcionários seja o pretexto para conseguir politicamente seja o que for.

Tudo isto é triste, pois por muito que algumas supostas mentes brilhantes que andam no nosso burgo digam mal, com ou sem razão, dos funcionários da autarquia, estes são os verdadeiros prejudicados do tal "erro técnico". É por eles que se devem encontrar soluções que evitem a devolução do aumento salarial que legalmente têm direito, e não andar nesta guerra que a nada conduz.

Sobre o problema real as únicas formas de interpretar o sucedido são que o erro ou é político ou é efectivamente técnico. Se é político então o principal responsável é o Presidente da Câmara como chefe do executivo, mesmo não tendo sido o verdadeiro culpado. A falha é muito grave, e se houve esquecimento em registar a verba na alínea correcta do Orçamento, no mínimo pede-se que os trabalhadores obtenham um pedido de desculpas público e que se trate por todos os meios de conseguir com que os trabalhadores não tenham de devolver o aumento salarial.
De ser político também penso que temos de responsabilizar os deputados municipais de todos os partidos, que simplesmente levantaram a mão para aprovar algo que estou em crer nem sequer foi lido pela maioria. Estas pessoas devem ter sempre em mente que são a voz do povo, que os elvenses colocaram os seus destinos nas suas mãos, e que qualquer decisão da assembleia municipal pode ter grandes repercussões.

Se for técnico então há que encontrar o culpado e haver coragem em castigar quem está a prejudicar 160 trabalhadores, por muito que custe essa decisão, e continuar a mover montanhas para resolver esta situação com as instâncias governamentais.

Este assunto é claramente a maior mancha na liderança municipal de Rondão Almeida. Tenho dito que as pessoas têm a memória curta, e que no futuro só se vão lembrar do actual Presidente da Câmara pelo trabalho desenvolvido neste derradeiro mandato. Para trás já ficaram as Piscinas Municipais, o Estádio de Atletismo, a Circular à Cidade, o Coliseu, as rotundas, a recuperação do Jardim Municipal e tantas outras obras feitas por Rondão Almeida. São obras que já existem e que na sua maioria mereceram a aprovação dos elvenses, mas com o actual estado de crise profunda em que os portugueses vivemos, o problema da devolução dos aumentos é muito grave e a confiança dos elvenses no actual executivo vai sem dúvida descer.

Mas se está a descer não quer dizer que a oposição esteja a subir. É preocupante que algumas pessoas possam querer aproveitar o problema de 160 trabalhadores para tentar ganhar pontos na corrida às próximas eleições municipais. E isto está a notar-se de uma forma muito clara, como podemos ver pelo sucedido ontem entre Rondão Almeida e Francisco Vieira. O Presidente propôs que juntos pudessem reunir-se com o Secretário de Estado, tentando sensibilizar o poder central, e defender que as câmaras possam fazer as revisões orçamentais que entenderem. Segundo Rondão Almeida "o diálogo com o STAL não está a ser conseguido". Não me surpreende que assim seja.

Pela decisão após plenário do STAL tomada por um funcionário da Câmara, em que "visto não haver possibilidades de diálogo com o sindicato, que sejam os trabalhadores a reunir com o representante do Governo", temos de pensar que realmente é o sindicato quem não está a querer ser parte da solução. É muito mau que assim seja, pois os sindicatos estão para ajudar os trabalhadores em primeiro lugar, e não ter como único objectivo o ataque total à autarquia com fins políticos.

Neste momento os 160 funcionários apenas pretendem que o executivo camarário, ou o STAL, ou ambos, os ajudem a resolver este problema e que não tenham de devolver dinheiro ao qual têm direito.

FAÇAM-NO POIS ASSIM NÃO DÁ!!!

Scottish
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trabalhadores da CME lesados pela autarquia

Cerca de 220 trabalhadores foram lesados por um erro no orçamento municipal, que não contemplou as verbas para o reprovisionamento salarial e novas contratações para o ano de 2010.

É uma péssima notícia do conhecimento geral dos elvenses, que irá fazer correr muita tinta, que terá as mais diversas interpretações, mas podemos dizer que se trata sem dúvida da maior mancha de Rondão Almeida nos 17 anos de liderança municipal.

A Rádio Elvas fez um bom trabalho na abordagem deste delicado tema (veja o vídeo das entrevistas clicando aqui), ouvindo Nuno Mocinha como representante da edilidade, Francisco Vieira como dirigente sindical do STAL, e Luís Santa e Vladimiro Lascas foram a voz dos trabalhadores lesados.

160 trabalhadores têm de devolver o aumento atribuído em 2009. A Câmara justifica o erro como sendo técnico, de não terem sido incluídas as verbas de reprovisionamento salarial na rubrica correcta do orçamento municipal.
É um erro técnico muito grave que irá levar ao desespero muitas famílias que vivem dos exíguos vencimentos que auferem na autarquia. O problema não será apenas a devolução do aumento à Câmara, pois devido a esse aumento descontaram mais nos impostos ao longo deste ano, a prestação da casa também foi aumentada em muitos casos, e provavelmente houve lugar à aquisição de bens que antes do aumento seriam de todo impossíveis de comprar.

Como disse Nuno Mocinha em representação da CME, foi um erro técnico. Eu diria que foi um erro imperdoável, pois o orçamento municipal deve ter sido visto e revisto por várias pessoas mas ninguém notou o erro. E agora? É um problema simples de resolver? Antes pelo contrário, pois se a devolução fosse no valor do aumento mensal, ainda se poderia pensar em equilíbrio orçamental familiar, mas as contas são feitas de forma a que a totalidade do aumento desde Janeiro de 2009, seja devolvida até ao final de 2011.

Luís Santa na entrevista à Rádio Elvas foi muito claro a apresentar as contas, e alguns funcionários terão de devolver mais de 2 mil euros à CME, além de voltarem para o salário antigo, num momento de profunda crise nacional.
Um funcionário que em Janeiro de 2009 tinha um salário de 762€, passou a auferir em Dezembro do mesmo ano 837,60€, ou seja um aumento mensal de 75,52€. Agora vai ter de devolver em cada uma das 14 prestações 205€ à CME. Se pensarmos que aos 762€ do vencimento lhe têm de descontar os impostos e que retiram os 205€ da devolução do aumento, estes funcionários ficarão com menos de 500€ mensais para se governar. O problema não fica por aqui, pois em muitos casos há que pagar o empréstimo da casa ou um carro, além das despesas habituais como a comida para casa, ou a educação dos filhos.
É possível viver assim ao longo de 14 meses? Não é possível e haverá desespero em muitos casos para poder chegar ao fim do mês.

Sobre a anulação dos concursos para entrar nos quadros, o vereador da coligação MUDE Simão das Dores diz que se trata de uma questão de carácter político, pois há muitos anos que o executivo camarário deveria ter revisto a situação de muitos trabalhadores. Tem razão, pois todos conhecemos muitas pessoas que trabalham para a Câmara há muitos anos, com contratos a prazo ou incluídos nos vários programas de apoio à contratação do Centro de Emprego, sempre com a promessa que quando houvesse possibilidade de abrir concursos para os quadros, seriam integrados em definitivo na autarquia.

Agora 60 funcionários irão para o desemprego quando terminem o vínculo contratual com a Câmara, em muitos casos até ao final do ano. Será a própria autarquia a aumentar o desemprego local por um "simples" erro técnico. Estas situações já deveriam ter sido resolvidas há muito tempo, pois a solvência de tesouraria permitia que estes funcionários fizessem parte integrante dos quadros da Câmara. Sem eles haverá departamentos da autarquia com graves problemas de falta de pessoal para funcionarem. De certeza que os que continuam irão acumular as suas actuais funções com as dos que irão sair em breve, para que a autarquia se mantenha minimamente funcional.

Foi muito duro por parte dos funcionários da CME ouvir Rondão Almeida informar as medidas que seriam tomadas de forma imediata. Na reunião que teve lugar no Cine-Teatro houve perplexidade e lágrimas de muitos funcionários, sem capacidade sequer para reagir a tão duras medidas. Não bastava os sucessivos aumentos de impostos que o Governo nos sujeita, senão agora terem de devolver dinheiro porque alguém se esqueceu de registar o montante total na rubrica certa do orçamento municipal.

No mínimo exige-se a Rondão Almeida um pedido de desculpas público aos funcionários lesados, sabendo que após o erro técnico no orçamento municipal a devolução dos aumentos é por agora a solução politicamente correcta. No entanto penso que deve ser feito algo no próximo orçamento municipal para que os funcionários não tenham de devolver o dinheiro, e castigar sem qualquer margem para dúvidas quem é responsável pela elaboração do orçamento municipal e cometeu tamanho erro.
Não gosto de ser radical mas o problema é demasiado grave para que a autarquia deixe passar impune quem lesou cerca de 220 trabalhadores, num total de aproximadamente 300 mil euros.

Scottish
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Câmara com novos horários

Entre 31 de Maio e 3 de Setembro a Câmara Municipal de Elvas irá ter um novo horário de funcionamento. Pensando em especial no aproveitamento da pausa de almoço e tratando de evitar as horas de calor mais intenso, a edilidade decidiu avançar com um horário contínuo.

Os serviços do edifício da Rua Isabel Maria Picão irão estar disponíveis entre as 9 horas da manhã e as 15 horas. O mesmo acontecerá com os funcionários administrativos da Abegoaria, mas o pessoal operacional terá um outro horário, das 7 horas da manhã às 13 horas, tratando que o calor intenso que se aproxima não condicione o trabalho na rua.

Os restantes serviços, ou seja o Turismo, a Casa da Cultura, o Centro da Juventude, o Gabinete de Apoio ao Empresário, a Biblioteca, os museus e todas as instalações desportivas, irão manter os mesmos horários.

(fonte site Linhas de Elvas)

Sinceramente penso que foi uma boa decisão por parte da CME, indo ao encontro de outras autarquias que já trabalham com horário continuo. Está mais de acordo com as necessidades dos munícipes, pois assim podemos dirigir-nos aos serviços camarários sem ter de interromper o nosso trabalho. A medida está pensada apenas para o Verão, mas penso que a curto prazo será o horário mais correcto para os serviços municipais.

Scottish
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Elvas na Feria MultiCáceres Turística 2010

A Câmara Municipal de Elvas vai estar presente na Feira dos Centros Históricos, MultiCáceres Turística 2010, que decorre entre 19 e 21 de Março, de sexta-feira a domingo, em Cáceres (Espanha).

A representação elvense é marcada com a presença de um stand na Plaza Mayor, no centro histórico desta cidade espanhola, num certame em que o Património e o Turismo são os temas dominantes. Realçar o património monumental da cidade, as fortificações de Elvas e a sua vocação turística é o objectivo principal desta intervenção internacional.

A presença de Elvas nesta feira é assente no propósito de estabelecer um ponto de encontro para profissionais das áreas do Património e do Turismo, para delinear estratégicas que valorizem e reforcem a dinamização do Turismo Cultural e do Turismo Histórico.

A feira é inaugurada às 11 da manhã (hora portuguesa) de sexta-feira dia 19, para se prolongar até às 20 horas; no sábado, o certame está aberto entre as 11 e as 20 horas; no domingo, abre às 11 horas para encerrar às três da tarde.

(in site CME)

Espero que a edilidade tire proveito desta feira, pois realiza-se no centro histórico de uma cidade que é Património do Mundo, e que logicamente tem uma experiência à qual devemos recorrer.
O stand fornecerá informação sobre Elvas, que penso deve ser a melhor possível para poder angariar mais turistas, mas toda a comitiva deverá obter conhecimentos para poder melhorar a nossa cidade face à candidatura das fortificações. Creio ser de vital importância podermos aprender com quem já sabe o que temos por fazer, para podermos aplicar esses mesmos conhecimentos na nossa realidade.

As fortificações são a forma de podermos chegar a Património do Mundo, mas toda a cidade deve ser reestruturada de forma a poder avalizar a candidatura. Temos de oferecer a quem nos visita uma imagem de cidade organizada, limpa, dinâmica, cuidadosa com os imóveis e seus monumentos, e a pensar no turismo como alternativa económica. Neste momento estamos longe de atingirmos os níveis desejados para fortalecer a candidatura.

Que tal um passeio até Cáceres este fim-de-semana?

Scottish
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terça-feira, 2 de março de 2010

CME gastou menos nas empreitadas de 2009


Numa época de crise todos tratamos de poupar, tentamos a redução de custos como medida de desafogo orçamental. Assim conseguimos minimizar esta fase complicada a nível mundial, e que Elvas não é alheia.
Se temos criticado por diversas vezes a gestão autárquica, penso que desta vez temos de elogiar a edilidade pelo esforço em controlar os custos das empreitadas.

As 32 que foram concluídas em 2009, adjudicadas por 8,3 milhões de euros, tiveram um custo final inferior em 91 mil euros (menos 1,1%). Para muitos será pouco, para outros pouco significativo, e outros que elogiarão a gestão das empreitadas. Como em tudo na vida não se pode agradar a gregos e troianos, mas este Humilde Observador parabeniza a edilidade pela redução de custos das obras públicas que constam da publicação que a CME colocou no seu site, e que anexo.

Scottish
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tertúlia da Semana (#6)

Na passada quarta-feira a edilidade teve a sua reunião quinzenal, e o presidente Rondão Almeida anunciou ter dado ordens aos diversos departamentos municipais, para que a despesa corrente baixe já este ano entre 20 a 25%.
Apesar de as contas municipais apresentarem saldo positivo, o edil entende que a Câmara de Elvas deva ser, até a nível nacional, um exemplo de empenho no combate ao défice das contas públicas.

Os items onde os responsáveis setoriais devem trabalhar para esta redução estão em áreas como os consumíveis, combustíveis, materiais de obra, comunicações, publicidade e até na contratação de espectáculos. No pessoal não se mexe, mantendo a política social, assim como nos investimentos, e os apoios às instituições do concelho mantêm-se.

(fonte site Rádio Elvas)

São sem dúvida medidas importantes para a tesouraria municipal, e penso que todos estaremos de acordo com a decisão. Na minha opinião, as principais áreas onde devem incidir as poupanças, serão os consumíveis, os combustíveis e as comunicações onde poderão de imediato haver cortes. Os materiais de obra são um assunto algo diferente, pois poderá haver alguma tentativa de comprar mais barato com a consequente perda de qualidade nos materiais a utilizar nas inúmeras intervenções que os funcionários camarários têm a diário. E já diz o ditado que quem compra barato, sai caro, e em obras é um verdadeiro risco. Penso sim que o desperdício de materiais deverá ser a maior preocupação dos responsáveis sectoriais. Exigir melhor trabalho para se gastar menos é uma boa política de redução de custos.

Quanto à publicidade poderá haver diminuição do valor, mas agora a preocupação deve incidir no onde e quando se deve fazer publicidade. Penso mesmo que este item passará pelas mãos do presidente para o respectivo OK, por isso deverá ser o edil quem filtre a necessidade do custo ou não. Mas também se deve pensar se a publicidade feita está verdadeiramente a promover o concelho. Recentemente houve queixas por Elvas ter sido pouco divulgada em certames de renome internacional, e essa foi uma lacuna importante.

Concordo com a manutenção dos apoios às instituições do concelho, pois sem esse balão de oxigénio muitas teriam de fechar portas. No entanto há uma chamada de atenção sobre este tema, já que os apoios às instituições deveriam ser feitos de acordo com o trabalho desenvolvido pelas mesmas, de forma a premiar o esforço.
Muito se tem falado do apoio camarário a "O Elvas", amplamente criticado por muitos que não entendem o porquê de se dar tanto dinheiro ao Clube Alentejano de Desportos. Na verdade há outras instituições que têm trabalhado mais e melhor por Elvas, e que não recebem uma décima parte da verba destinada aos azuis e ouro.
Estas discrepâncias devem ser revistas pela edilidade, serem justos com todos, pois o normal é dizer-se que não fosse a Câmara e "O Elvas" já teria fechado portas. E os outros? Não estão com graves problemas de tesouraria? Todos atravessam tempos de crise, mas há quem trabalhe para que as suas instituições possam seguir em frente, fazer por conseguir apoios económicos para a sua subsistência, e outros a viver em exclusivo do bom apoio financeiro da Câmara.
Sem demagogia, que todos façam o mesmo e sejam vistos com os mesmos olhos.

Esta á a minha opinião sobre este assunto e concerteza haverá muitas opiniões diferentes. Por isso penso que o debate de ideias é sempre positivo, sempre que seja para registar os nossos pensamentos e colocar em cima da mesa possíveis soluções para Elvas melhorar.

Tertulianos digam de vossa justiça.

Scottish
Uma Paixão, uma tertúla semanal

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Elvas esquecida pelo turismo alentejano

É com verdadeiro desagrado que escrevo este post. Na leitura habitual do Linhas de Elvas, um dos destaques foi a forma como a Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERT) claramente se esqueceu de promover Elvas em eventos importantes, como a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) ou a FITUR de Madrid, considerada a maior feira de turismo do Mundo.
A pergunta normal que nos vem à cabeça seria do género, "como é possível esquecerem-se de promover uma das cidades mais importantes do Alentejo, uma cidade que tem um processo de candidatura a Património Mundial?".

A resposta não é fácil, e no contacto telefónico entre o Linhas de Elvas e o Presidente da ERT António Ceia da Silva, podem-se depreender várias ilações. A mais clara é que fugiu claramente à questão, dizendo que a ERT esteve presente nestes eventos para promover o Alentejo no seu todo e não concelho a concelho. Uma resposta politicamente correcta, mas há casos que merecem ser considerados de uma forma distinta e Elvas é um deles, em especial pela candidatura importante que todos os alentejanos pretendemos tenha sucesso.
Sim todos os alentejanos, pois se as nossas fortificações conseguirem o almejado título de Património do Mundo, não é só Elvas que ganha com isso, mas TODO O ALENTEJO. Por isso Sr. Ceia da Silva, a nossa cidade deveria ter tido uma apreciação diferente, e deveria ter tido algum destaque na divulgação da nossa região em tão prestigiados eventos.
Como é possível que no livro "Lo mejor del Alentejo", apresentado na FITUR, não se coloque uma simples foto de Elvas? Como é possível que no anexo informativo de 64 páginas apenas constem a Pousada de Santa Luzia (actualmente fechada), o Monte do Vale na Terrugem, e o Olé Tours (fechado)? Não basta a informação ser mínima como também muito desactualizada.

Sobre a posição da Vereadora Elsa Grilo, creio que já se deveria ter pensado em participar na BTL de uma forma autónoma. Afinal nós somos os principais interessados em divulgar Elvas, e quem melhor que os elvenses para promover a nossa cidade, para que o Mundo conheça o nosso riquíssimo património histórico/cultural.
É por mais evidente que não contamos com o apoio do Sr. Ceia da Silva, seja por qualquer desentendimento com a autarquia, ou simplesmente porque não nos coloca no mapa de prioridades turísticas do Alentejo.
Por isso considero não serem mal gastos os milhares de euros necessários para a publicidade de Elvas em eventos como os anteriormente citados. São importantes, pois através deles podemos chegar a um mercado potencial de muitos milhares de turistas.
Isso significa que poderão entrar muitos euros na nossa cidade, e o investimento feito terá de certeza o retorno esperado.

Deve a edilidade repensar a estratégia de promoção de Elvas, seja de uma forma autónoma, seja através de um diálogo sério com o Sr. Ceia da Silva para que a ERT nos coloque no topo das prioridades, principalmente pela questão da candidatura a Património do Mundo.

(fonte/foto Linhas de Elvas)

Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tertúlia da Semana (#2)

Na passada semana dei início a esta nova rubrica no Três Paixões e diga-mos que não foi uma estreia auspiciosa.
Este meu cantinho foi criado para emitir as minhas opiniões no que toca às minhas paixões, mas também sou adepto do confronto salutar de ideias. Por este motivo vou colocar novamente três temas a debate.

- Foi necessário convocar uma sessão extraordinária do executivo camarário para discussão e votação das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2010, bom como o Mapa de Pessoal. Foi aprovado por maioria, com 6 votos a favor dos eleitos pelo Partido Socialista e a abstenção do vereador eleito pela coligação MUDE, o envio dos documentos aos partidos com assento na Assembleia Municipal. Segundo declarações do Dr. Simão das Dores, a sua abstenção deveu-se a que algumas das propostas do PS são iguais às do MUDE e por isso não poderia votar contra. No entanto considera que as propostas apresentadas são insuficientes face ao planeamento que deveria existir para os próximos 4 anos.
Esta situação revela uma política diferente da habitual por parte da oposição elvense? Será que vamos ter por parte do Dr. Simão das Dores, uma oposição forte ao domínio socialista da Câmara de Elvas? Será o povo elvense a principal preocupação do executivo camarário?

- O Colosso Azul-e-Ouro foi copiosamente derrotado no último domingo no Campo Patalino, por um dos maiores rivais regionais, o Campomaiorense. Em dois jogos frente aos "galgos" registámos duas derrotas, com 5 golos sofridos e sem conseguir festejar qualquer golo. Os de Campo Maior eram os únicos rivais desta primeira fase que poderiam testar as verdadeiras capacidades da equipa agora comandada por Elói Silva. O técnico azul-e-ouro criticou depois da partida os seus jogadores, deixando o aviso que apenas terão hipóteses de jogar os que correrem e lutarem, que os jogadores têm de jogar mais "à Distrital" e menos com pormenores técnicos de forma a ultrapassar os adversários.
É realmente isto que necessita "O Elvas"? Será que o problema é a falta de qualidade em alguns sectores da equipa? Continuamos, depois do que vimos frente ao Campomaiorense, a ser candidatos à subida conforme afirmou no início da época o Presidente Eurico Candeias, ou esta será mais uma época de desilusão?

- Novembro tem sido um mês de Teatro na nossa cidade. Representações para todos os públicos, divididas entre o Cine-Teatro e o Auditório São Mateus, sendo notório o pouco público presente nas diversas peças. Qualidade não tem faltado e os actores até são conhecidos do grande público mas os lugares teimam em ficar vazios...
Porque não adere Elvas a este tipo de eventos quando muitos se queixam que nada se faz na terrinha? É o facto dos elvenses se terem habituado a espectáculos gratuitos, que prejudica a fraca assistência? O que se pode fazer para mudar mentalidades?

A palavra está do vosso lado. Emitam as vossas opiniões, pois de certeza que Elvas beneficiará com estas Tertúlias.

Scottish
Uma Paixão, uma Tertúlia Semanal

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rondão define pelouros e tarefas

Ontem decorreu a primeira reunião do novo executivo camarário, e o ponto forte foi a definição dos pelouros e tarefas por parte do Presidente da Câmara.

Rondão Almeida ficou satisfeito como decorreu a reunião, “de forma civilizada e respeitando as regras da democracia”, tendo como objectivo “colocar cada um a trabalhar no seu local”.
É de louvar que assim seja, mas outra coisa não se esperaria na primeira reunião dos autarcas elvenses.

Foram distribuídos os pelouros ficando ordenados da seguinte forma:
Nuno Mocinha – Departamento Financeiro, Divisão e Distribuição Urbanística, acompanhamento da concessão da água e cemitério e reabilitação do Centro Histórico
Elsa Grilo – Cultura e Turismo
João Vintém – Desporto e Trânsito
Manuel Valério – Feiras temáticas e Expo São Mateus
Vitória Branco – Área Social e Educação
Simão das Dores – Sem pelouro

Como era de esperar o autarca eleito pela coligação MUDE, ficou sem qualquer pelouro, ao que Rondão Almeida justifica que “se o fizesse, teria a ver com as propostas apresentadas pelo mesmo durante a campanha, e tenho a plena consciência de que são propostas que ele não conseguiria concretizar”. Sintomático e uma forma de responder aos “ataques” desferidos pela coligação durante a campanha eleitoral. Isto não foi novidade e creio que todos esperariam este desfecho, incluindo Simão das Dores.

Outra situação que me surpreendeu foi a nomeação de Eurico Candeias como secretário de João Vintém, estendendo a sua contribuição na organização de eventos que venham a ser realizados no CNT, tarefa que já realizou no anterior mandato.
Surpreendente pois parecia que Eurico Candeias teria dito adeus à Câmara no passado Sábado, aquando da Tomada de Posse do novo executivo. O que quererá dizer isto? Simplesmente o agradecimento pelo apoio demonstrado na campanha apesar de militante do PSD e do desagrado total dos dirigentes concelhios do seu partido. Também se manterá forte e coeso o elo Câmara/“O Elvas” CAD, situação que não me agrada a bem do desporto na nossa cidade. Vamos continuar com o “tapa buracos” azul-e-ouro, sem vermos que se construa algo palpável para os lados da Rua de Chilões.

Falando de Desporto, a escolha de João Vintém para liderar os seus destinos nos próximos 4 anos parece-me ser positiva. Terá muito que fazer, e este é o único pelouro que durante a era Rondão Almeida ainda não mereceu a supervisão de um técnico superior, de alguém que realmente entenda de Desporto. Creio que esse deveria ser o primeiro passo a dar nesta área, e outro também importante seria remodelar o “staff” do Desporto, pois há quem só o anda a prejudicar. Refiro-me concretamente a uma pessoa que anda a supervisionar as instalações desportivas, sem os necessários conhecimentos e que bloqueia totalmente o desenvolvimento do desporto federado em Elvas.
Peço ao novo Vereador do Desporto que retire o Sr. Brioso das suas funções no Desporto. Nada pessoal tenho contra o Sr. Brioso, muito pelo contrário, mas se João Vintém ouvir as entidades desportivas do nosso concelho, todos lhe dirão o mesmo. É tempo de mudar de uma vez a política desportiva do concelho, a bem de não ficarmos parados no tempo, e já vamos atrasados…

Manuel Valério é o estreante na vereação e desejo-lhe sorte para desempenhar as suas funções da melhor forma possível.

Sobre os restantes Vereadores nada a registar pois têm mostrado trabalho e especialmente organização, esperando que continuem a trabalhar de uma forma empenhada e séria a bem de Elvas.

(fonte site Rádio Elvas)

Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal!

domingo, 25 de outubro de 2009

Câmara e Assembleia Municipal tomaram posse

Com um Cine-Teatro cheio, os autarcas eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal tomaram posse. Com a promessa de cumprirem com as suas funções para as quais foram eleitos, começaram o novo mandato. Serão 4 anos muito importantes para Elvas, com muita coisa em jogo, e por isso este Humilde Observador esteve presente.
Um a um os autarcas eleitos iam sendo empossados, primeiro Rondão Almeida, depois Nuno Mocinha, seguido de Elsa Grilo, Simão das Dores foi o quarto a ser chamado por Manuel Carvalho, depois o estreante Manuel Valério, fechando a equipa de 7 vereadores Vitória Branco.

Seguiu-se o habitual discurso do Presidente Rondão Almeida, no qual agradeceu aos elvenses pelo voto de confiança. Afirmou que "apesar de ser a última vez que me posso candidatar, este não será o mandato do desleixo, da solução fácil e do deixar passar o tempo. Desenganem-se quem espera isso".
Sabendo que "o programa eleitoral que apresentei é vasto e difícil de concretizar", reafirmou que "esta equipa tudo fará para que as promessas sejam cumpridas".
Sobre a jovem equipa de trabalho que irá trabalhar por e para Elvas nos próximos 4 anos, teve uma palavra para Simão das Dores, único autarca da oposição. Pediu-lhe que "tal como os eleitos pelo Partido Socialista, dispa a camisola partidária e vista a de Elvas. Que venha para este executivo com espírito positivo e com o sentido de trabalhar em prol da progressão do concelho". Depois dirigiu-se à nova Assembleia Municipal, à qual o empossado Presidente da edilidade pediu aos 32 eleitos para "exercerem as suas funções de forma a poderem governar com estabilidade".

Rondão Almeida foi muito aplaudido neste seu primeiro discurso do quinto mandato, ao qual se seguiram os cumprimentos de quem quis felicitar os novos autarcas. Foram várias as figuras públicas que subiram ao palco do Cine-Teatro para cumprimentar os 7 vereadores. Entre eles, os ex-autarcas Eurico Candeiras e José Bagorro, o anterior Presidente da Câmara há 16 anos João Carpinteiro, o líder do Bloco de Esquerda em Elvas Luís Pedras, Paco Bandeira, o empresário Rui Nabeiro seguido de Ricardo Pinheiro, novo Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, e todos os eleitos da Assembleia Municipal e Presidentes das Juntas de Freguesia.

Terminada a tomada de posse para a Câmara seguiu-se a da Assembleia Municipal. O primeiro foi Carlos Pernas, sucessor de Joaquim Mendes como Presidente do órgão. Um a um os restantes 20 elementos eleitos directamente, e por inerência dos seus cargos com assento na Assembleia, os 11 Presidentes das Juntas, cumpriram com o mesmo protocolo que os vereadores.

Encerrou o acto solene Joaquim Mendes na passagem de testemunho do seu cargo como Presidente da Assembleia Municipal, com um discurso realista, emotivo e sincero, muito aplaudido pelos presentes.

Agora mãos à obra, pois há muito por fazer em Elvas. Aproveito para felicitar todos os eleitos, desejando que trabalhem única e exclusivamente em prol do desenvolvimento do nosso concelho. Que efectivamente vistam a camisola de Elvas para que consigamos a unidade desejada para que o trabalho seja positivo.

Aqui vos deixo algumas fotos da Tomada de Posse.



Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Câmara e Assembleia empossadas amanhã

Está marcada para as 18 horas de amanhá sábado, no Cine-Teatro, a cerimónia de posse das equipas da Câmara e Assembleia Municipal de Elvas para o novo mandato.

O executivo camarário saído das eleições do passado dia 11, conta com seis elementos do Partido Socialista – o presidente José Rondão Almeida e os vereadores Nuno Mocinha, Elsa Grilo, João Vintém, Manuel Valério e Vitória Branco -, a que se junta o vereador António Simão das Dores, eleito pela coligação MUDE.

Por sua vez a Assembleia Municipal é composta por 32 elementos, 21 dos quais por eleição directa: Carlos Pernas, Francisco Espiguinha, Zelinda Semedo, José Guerra, António Martins, Cláudia Ferreira, Paulo Canhão, Rui Jesuíno, Cristina Banazol Silva, Marco Matroca, Marco Quaresma, Anabela Cartas, Eduardo Cristiano, Joaquim Charruadas e Ana Maria Guerra (todos do Partido Socialista) e João Maria Barradas, Joaquim Miguel Mendes, Marilinda Martins, Tiago Abreu e Francisco Vieira (os cinco representantes da coligação MUDE (formada por PSD, CDS-PP e independentes).

Por inerência do cargo que desempenham, têm também assento na Assembleia Municipal os 11 presidentes das Juntas de Freguesia.

São dez autarcas eleitos nas listas do PS: Manuel Remédios, Luís Ribeiro, José Manuel Ferreira, João Baleizão Pires, João Rondão Almeida, Cláudio Carapuça, José Belchior, Luís Grilo, Joaquim Santos e Teresa Galego. A estes dez autarcas junta-se Carlos Nascimento, eleito em Vila Boim à frente da lista do movimento independente MAIS.

A cerimónia do final da tarde do próximo sábado no Cine-Teatro é pública, e por isso a população pode assistir à posse da Câmara e Assembleia Municipal para o novo mandato.

(fonte site Rádio Elvas)

A partir de amanhã começa um novo mandato de 4 anos, sendo o último do líder socialista como Presidente da Câmara. Este será o mandato mais importante da vida política de Rondão Almeida como autarca. Já o afirmei no post sobre os resultados eleitorais em Elvas, pois há muito em jogo para a nossa cidade poder seguir uma via directa rumo ao desenvolvimento desejado por todos.
Penso que todos já esmiuçámos (palavra muito em uso) os resultados eleitorais, o porquê de terem sido como foram, e o que todos deveriam ter feito para conseguir melhores resultados eleitorais.

Agora chegou o momento de pensarmos de outra forma e acabarem com as "briguinhas" políticas de interesses puramente pessoais, e que TODOS SEM EXCEPÇÃO PENSEM EM ELVAS.
Não são só os autarcas eleitos pelo Partido Socialista que poderão fazer com que atinjamos os objectivos desejados. TODA a oposição será importante para que a nossa cidade rume em direcção à prosperidade, proporcionando ideias de desenvolvimento local.
Se a oposição preferir optar por trabalhar desde já o próximo acto eleitoral sem Rondão Almeida, que o faça, mas de uma forma positiva e que cheguem aos elvenses, que o trabalho a desenvolver seja palpável e com sentido.
Assim creio que todos beneficiaríamos, pois neste momento a opinião geral é que a imagem de grande parte da classe politica elvense não será a melhor.

Sobre a tomada de posse de amanhã confesso que tenho alguma curiosidade, mas sobre isto falarei num próximo post.

Scottish
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domingo, 26 de julho de 2009

Boa-Fé: Novo Centro Social e de Convívio

A Câmara Municipal de Elvas apresentou, em 14 de Julho, o futuro Centro Social e de Convívio, a construir no Bairro da Boa-Fé, num investimento de um milhão e meio de euros. O anúncio foi feito pelo Presidente Rondão Almeida, no decurso da cerimónia de inauguração das obras de requalificação da Rua de Campo Maior e do Largo da Fonte do Cangalhão.

Para a construção deste Centro Social e de Convívio, a Câmara vai adquirir um terreno agora ocupado por hortas desactivadas, entre a Rua do Matadouro e a Rua de Campo Maior. Este equipamento vai ter duas áreas principais, a zona de estar e a área de refeições, mas também cozinha, zona de gabinetes administrativos e médicos, instalações sanitárias, pátio interior e varanda de ar livre.

De acordo com o projecto apresentado, com imagens a três dimensões, a população ficou a saber que o edifício vai ter painéis solares de aquecimento de água, no cumprimento das normas de certificação energética, para reduzir os consumos de electricidade e ter utilização na climatização de inverno e nas águas quentes da cozinha e sanitários.

Com este Centro Social, de um piso e adaptado a pessoas com dificuldades de mobilidade, a Câmara Municipal de Elvas pretende dar uma resposta adequada à população mais idosa do Bairro da Boa-Fé: os utentes podem passar o dia nestas instalações, com acompanhamento e serviço de refeições, regressando a casa no final do dia. O Presidente Rondão Almeida assegurou também que o edifício “está planeado para possibilitar a sua ampliação”, através da construção de um piso no primeiro andar, onde podem vir “a ser construídos quartos de um lar, para acolher utentes com menos autonomia”.


(fonte site C.M.Elvas)

Um investimento necessário num dos bairros mais populacionais da nossa cidade.
A aposta foi forte sem dúvida, e a Boa-Fé vai receber uma infra-estrutura que irá solucionar as necessidades dos mais idosos no seu dia-a-dia. Não foram esquecidas as normas de certificação energética, que irão proporcionar bem-estar aos utentes, em especial no inverno, e a conta da energia será mais leve no final de cada mês.

Infra-estrutura importante, mas que depois de construída se deve pensar em soluções parecidas noutras zonas da nossa cidade.
A zona intra-muros, onde a percentagem de idosos em Elvas é maior, carece deste tipo de soluções para o dia-a-dia dos mais idosos. Penso que a CURPI está longe de resolver este problema na "cidade", e por esse motivo se deve pensar o que fazer.
Não será fácil edificar um Centro deste tipo dentro da zona amuralhada, mas a quantidade de edifícios abandonados e em total degradação poderiam servir para uma possível solução.

Uma Paixão, uma opinião pessoal!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

CME disponibiliza 500 mil euros através do programa FAME

A apresentação do programa FAME – Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas vai ser feito em Elvas, hoje dia 16 de Julho, às 18 horas, no salão nobre da Câmara Municipal.

Na reunião de 24 de Junho, a Autarquia elvense aprovou um protocolo para integrar o programa FINICIA (FAME) – Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Concelho. O protocolo a assinar nesta cerimónia envolve a Câmara Municipal de Elvas, ADRAL (Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A.), IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação I.P.), Banco Espírito Santo e uma sociedade de garantia mútua.

O FAME é um instrumento financeiro que consiste num fundo de apoio disponibilizado a empresários e empreendedores, com a finalidade de promover o investimento produtivo nas Micro e Pequenas empresas. A verba disponível para este instrumento de apoio à Economia do Concelho é de 500 mil euros.

(fonte site C.M.Elvas)

Mais uma oportunidade para que os nossos empresários possam promover as suas micro e pequenas empresas. Penso que 500 mil euros é uma quantia para bem aproveitar e para fazer evoluir o empreendedorismo deste ramo empresarial elvense.
Aproveitemos!

Uma Paixão, uma opinião pessoal!