Ontem à noite eu e a minha companheira decidimos ir beber um copo no "casco antiguo" de Badajoz. Combinámos com um casal amigo ir à Sala Mercantil e como habitualmente nas noites de Sextas-Feiras, havia concerto.
Qual não foi o meu espanto que a banda preparada para iniciar o seu concerto eram os VINIL. Sim, a banda de covers da nossa terrinha, que centra no seu repertório musical sons dos anos 80. Disse de imediato que ficaríamos até ao fim, apesar de hoje ser dia de trabalho.
Havia pouca gente no início, mas aos poucos a Sala Mercantil ia-se compondo e a empatia entre o público e a banda ia aumentando em cada canção.
Quem se recorda dos anos 80 do outro lado da fronteira, lembra-se que se viveu em especial a chamada "movida madrileña", e que no nosso lado a banda espanhola mais ouvida eram os Heroes del Silencio. Por esse motivo pensei que a aceitação espanhola aos temas "estrangeiros" que os VINIL apresentaram seria baixa. Enganei-me, pois foram muitos os que acompanharam a banda nas musicas que magistralmente eram cantadas pela Cláudia Ferreira.
Temas de bandas super conhecidas, como os Europe, Gary Moore ou Tina Turner, foram tocados como, segundo a minha companheira, poucas vezes se ouviu na Sala Mercantil. Fiquei orgulhoso como elvense de ouvir semelhante comentário, mas efectivamente tinha razão na forma como o Mário (baixo), o Ricardo Ventura (teclados), o Nuno Pires (guitarra eléctrica) e o Nuno Veiga (bateria) tocaram na noite de ontem.
Não sei se foi a primeira vez que os VINIL tocaram na Sala Mercantil, mas ontem deixaram muito boa impressão e tenho a certeza que voltarão para conquistar o público espanhol e não só...
Os meus Parabéns a todos e continuem o bom trabalho que ontem entusiasticamente assisti.
Apenas um apontamento em relação à interpretação dos temas. Creio que poderiam deixar uma marca própria, um improviso pessoal por parte dos VINIL alterando um pouco os temas originais. Fica apenas a opinião mas penso que o som seria melhor.
Scottish
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T-Wine ao mais alto nível com Zé Calado (2ªparte)
Publicada por Scottish
Ontem a conversa com o Zé Calado incidiu no arranque do projecto Tea & Wine, na mudança de conceito para o actual bar de noite, do gosto pelo design, e a área na qual centrou os seus estudos, a arquitectura.
Hoje iremos ter a sua opinião sobre as festas de Verão, sobre a "noite" elvense e um breve esboço de melhorias na nossa cidade por parte da veia de arquitecto.
Três Paixões - Nos dois últimos anos tivemos o bar encerrado durante o Verão. Sei que o fecho é por falta de clientela nessa época do ano, mas havendo esplanada, a que se deve o afastamento das pessoas, ao contrário do que acontece no Inverno?
Zé Calado - Eu acho que é por tradição, pois eu mesmo o fazia, mas também pela falta de mais espaços no centro histórico. A esplanada do Nautilus esta interiorizada no nosso subconsciente, já que foi durante anos o ponto de encontro das noites de verão. O T-Wine é sem dúvida um bar de inverno, pelas características físicas e funcionais.
TP - O T-Wine é habitualmente quem "mexe" Elvas no Verão com as suas mega Festas nos jardins do Varchotel. Este ano o leque foi alargado com a "Welcome Summer", a 3ª edição da "I Love 80's", e a "Festa Branca". A que se deveu essa opção?
ZC - Tem a ver com vários factores. Um deles é o que está directamente ligado ao T-Wine, uma vez que encerra no verão, propõe sim pelo menos uma festa por mês, num espaço que cada vez mais tem condições para fazer grandes eventos, e por outro animar um bocado a nossa terrinha que bem precisa.
TP - A Havaiana é a Festa do Verão em Elvas?
ZC - Eu acho que sim, é sem dúvida a festa de verão com mais tradição, que muito antes de eu fazer parte da organização, abrangia um leque de pessoas a nível do concelho e até distrital. Nestes últimos anos foram-lhe dadas cada vez mais condições, ao nível do recinto, do cartaz, e da divulgação, o que fez que alcançasse umas proporções muito consideráveis. Palavras do nosso patrocinador da Bacardi: "a maior festa do Alentejo".
TP - Este ano o investimento aumentou consideravelmente com a vinda do DJ The Fox. Tanto assim foi, que pela primeira vez houve necessidade de se cobrar entrada, situação que muitos criticaram. Sabendo que os "cachets" dos DJ’s são elevados, pensas que foi uma aposta ganha, tendo sido um passo em frente na evolução da Havaiana?
ZC - O meu objectivo este ano foi dar algo mais à Festa Havaiana, tentar alcançar o nível de outras festas feitas em Portugal, recorrendo a um DJ de renome. Essa aposta saiu bastante mais cara do que inicialmente pensava, o que fez com que tivéssemos de recorrer à cobrança de uma entrada, coisa que é feita em todas as festas destas características. Se foi uma aposta ganha? Acho que resultou, mas ainda existem muitas arestas por limar e se a organização da 8ª edição da Havaiana em 2010 estiver a meu cargo, vou sem dúvida criar as condições para tornar a Havaiana uma das melhores festas de verão do Alentejo.
TP - Voltando ao T-Wine, o horário actual é Sextas, Sábados, a primeira Quinta-Feira de cada mês, e vésperas de feriados, até às 2h da manhã, havendo a possibilidade do horário ser alargado até às 4h quando há festas. É o horário ideal para o conceito actual do T-Wine?
ZC - Sim, o T-Wine pela sua estrutura funciona com 5 pessoas no staff, ou 6 em festas, o que faz com que não seja viável o funcionamento durante a semana. O horário... Gostaria de poder funcionar até às 4h como os outros bares, mas no centro histórico está difícil.
TP - Qual a tua opinião sobre a "noite" de Elvas?
ZC - Em primeiro lugar acho que a pessoas gostam de variedade, e disso não temos muito, e em segundo não existe uma aposta na qualidade, nem musical, nem de serviço. Pontuação de 0 a 10, Elvas infelizmente tem um 4!
TP - Estando a falar com um arquitecto, não poderia deixar de perguntar o que achas do nosso Centro Histórico e da candidatura elvense a Património Mundial?
ZC - Acho que Elvas tem potencial, tem características arquitectónicas espectaculares, mas existe muito trabalho por fazer. Estou convencido que poderá lá chegar, mas vai levar muito tempo, há muita coisa para ser feita.
TP - És da opinião que promovendo o Centro Histórico e havendo mais bares como o T-Wine, estes poderiam ser parte importante para manter as pessoas na zona "intra-muros"?
ZC - Sem dúvida, mais bares, mais equipamentos, é uma opção para manter Elvas viva. Eu próprio vivo no Centro Histórico, e as dificuldades ao nível da circulação, estacionamento e ausência de equipamentos, faz com que as pessoas optem por sair do centro.
TP - O que pensas poder ser feito para Elvas se desenvolver?
ZC - Que as pessoas apostem em projectos inovadores, com qualidade, que não façam por fazer. Que sejam originais e que procurem as coisas boas que temos em Elvas e as desenvolvam.
TP - Temos T-Wine para durar ao mais alto nível?
ZC - Não! Vamos encerrar… Claro que não, sempre ao mais alto nível e para durar.
Agradeço o teres aceite esta nossa conversa, dando a conhecer um pouco do grande amigo Zé Calado. Para saberem mais sobre o T-Wine, o Boss tem o blog http://thegartner.blogspot.com. Visitem pois vale a pena.
Scottish
P.S. - Este fim-de-semana o T-Wine estará encerrado por motivos de manutenção.
T-Wine ao mais alto nível com Zé Calado (1ªparte)
Publicada por Scottish
T-Wine é sem dúvida uma das referências da noite elvense, não sendo à toa que o Três Paixões o considera como local que Vale a Pena.
Desde o seu início o estabelecimento sofreu alterações, tanto estruturais como de ideia base, sendo no princípio um local para o chá das 5, e à noite um restaurante privilegiando o sabor do bom vinho. Mais tarde a ideia não terá tido o sucesso desejado pelos irmãos Calado, e passou a ser um dos bares mais frequentados na nossa cidade.
É o local preferido de muitos, para outros não tanto, sendo justo dizer que o T-Wine é um bar bem concebido, com bom ambiente, e com um proprietário dinâmico, sempre com ideias no sentido de promover o local.
É precisamente com o amigo Zé Calado, o Boss como simpaticamente lhe chamo, que esta semana falei, sobre o T-Wine e os seus projectos pessoais.
A entrevista é dividida em duas partes, sendo amanhã publicada a segunda.
Três Paixões - Como surgiu a ideia de criar um espaço único em Elvas, assentando mais na degustação de chá e vinho de forma a activar um culto, no caso do chá, mais “inglesado”, nada habitual na nossa região?
Zé Calado - A ideia surgiu numa fase inicial, da necessidade de criar um equipamento de apoio à empresa de vinhos, em que o objectivo era poder realizar degustações e conhecer os nossos vinhos sem ter de se deslocar à adega. Os chás vieram em simultâneo, até porque é um produto muitas vezes ligado às degustações e no qual não havia em Elvas nada que fosse alem do tradicional camomila e chá preto.
TP - Sendo arquitecto a imagem é uma das referências do estabelecimento. As fotos da transformação radical feita no bar, são partes importantes na decoração interior. As obras duraram quanto tempo?
ZC - As obras…, iniciaram em 98, pararam 2 anos, recomeçaram em 2000 com alguns problemas, e de 2003 a 2004 é que se realizou a grande parte do projecto. Portanto, o tema principal que inspirou a decoração do T-Wine, tinha de ser as obras de reabilitação do espaço, pela sua dificuldade e complexidade. Na minha opinião deixou um registo do passado bastante interessante.
TP - A inauguração foi o momento mais marcante do T-Wine? Qual a festa mais bombástica?
ZC - Foi um dos mais marcantes, foi a minha estreia no ramo da restauração, e a apresentação do meu primeiro projecto em Elvas. O T-Wine pode gabar-se de ter tido um par de festas bombásticas, mas a mais "bombástica" acho que foi a festa de despedida no final do segundo ano. Uma festa feita em conjunto com a donnaire, na qual superamos todas as expectativas ao atingirmos quase 400 pessoas num espaço como o do T-Wine. E sem dúvida um ambiente ao mais alto nível.
TP - O projecto Tea & Wine não teve o êxito pretendido, dentro de um contexto original e inovador em Elvas. Qual a tua opinião para a ideia não ter conquistado a aceitação dos elvenses?
ZC - Discordo um bocado. Na minha opinião acho que tanto o primeiro conceito como o segundo tiveram êxito, a questão era que o primeiro ocupava uma grande parte do meu tempo, e não poderia nunca ser encarado como um part-time, o que fez com que se tornasse difícil lidar com os meus projectos e a vida de "taberneiro".
TP - Ao se aperceberem que algo tinham de fazer por falta de tempo, qual foi a ideia para voltar a colocar o Tea & Wine na rota das preferências?
ZC - A necessidade de existir um espaço onde o ambiente, a musica e o serviço fosse um bocado mais cuidado. O T-Wine tinha todos os ingredientes para se tornar nesse bar que faltava em Elvas.
TP - Actualmente a denominação do bar é T-Wine em vez do inicial Tea & Wine. Foi uma forma de estabelecer as diferenças entre a ideia original e o conceito actual?
ZC - Sim. T-wine|café , até porque ninguém dizia vamos ao Tea & Wine , mas sim ao Ti, ou T-Wine, e sim alterou a ideia inicial, para um conceito mais de bar/noite, mas manteve a essência, o vinho e chá.
TP - Com a mudança, os dois irmãos dividiram-se na gestão dos vários negócios familiares. O teu irmão está a gerir os vinhos, e tu com a licenciatura em arquitectura, és o responsável de imagem dos vinhos, hotel e restaurante, assim como gestor do T-Wine. Estás a fazer aquilo que realmente gostas, ou preferirias atingir outros objectivos na arquitectura?
ZC - Sem dúvida, gostaria de me dedicar ainda mais à arquitectura, mas acho que consigo fazer o que realmente gosto. Tudo o que se relaciona com imagem, publicidade e organização de eventos, tanto nos vinhos como na restauração e hotelaria. Contudo a área que nestes últimos 4 anos me dediquei mais e com a qual mais desfruto, é o design e cada vez mais a arquitectura.
Amanhã não perca a segunda parte da entrevista ao Boss Zé Calado.
Scottish
Earvin "Magic" Johnson. Sem dúvida um dos maiores jogadores da história e o meu ídolo no basquetebol. Foi com ele que aprendi a gostar deste desporto, foi ele um dos que revolucionou o basquetebol, de forma a tornar-se na modalidade com maior progressão nos últimos 20 anos a todos os níveis.
Respira basquetebol por todos os seus poros, é a sua paixão, e sente-se isso na sua expressão, sempre sorrindo.
Em 13 épocas como profissional foi 5 vezes campeão da NBA com os Lakers, por 3 vezes foi MVP (jogador mais valioso) da época, 12 vezes All-Star, MVP das Finais por 3, registando em toda a carreira 17.707 pontos (19,5/jogo), 6.559 ressaltos (7,2/jogo) e 10.141 assistências (11,2/jogo). Quando se retirou detinha o record total de assistências, mas John Stockton (Utah Jazz) roubou-lhe este título com as 15.806 que continuam como record, e para durar. Mark Jackson (New York Knicks) está em segundo com 10.334, mas Magic continua a deter a melhor média por jogo de sempre.
No "Tempo de Magia", outra das novas rubricas do Três Paixões, vejam e deliciem-se com os passes espectaculares do Magic, sem dúvida o maior "obreiro" do showtime que na década de 80 surgiu com os Los Angeles Lakers. No segundo vídeo temos a despedida oficial no All-Star de 92 em Orlando, do base mais espectacular de sempre.
Tinha de ser ele a iniciar a Magia, e este é o meu pequeno tributo a um jogador especial, a um jogador inesquecível e que ficará para a História.
Obrigado por tudo Magic!
Scottish
Uma Paixão, um Tempo de Magia
Como já tinha informado e depois da mudança de visual do Três Paixões, a dinâmica deste cantinho é outra e as inovações não param.
A Tertúlia da Semana passa a ser uma das rubricas deste Humilde Observador, e trata-se de uma "conversa" com os visitantes do blogue, em que nos comentários irão registar as vossas opiniões sobre os temas colocados "em cima da mesa".
Como devem calcular, solicito moderação, no sentido de não termos nenhuma "lavagem de roupa" de qualquer espécie que a nada leva.
Espero que seja do vosso agrado e participemos todos, com o objectivo de darmos "voz" às nossas opiniões sobre o que se passa na nossa cidade, e no que se pode melhorar.
Para esta semana os temas são:
- O Centro de Negócios Transfronteiriço (CNT) tem recebido ultimamente muitos eventos. No espaço de três semanas, acolheu o VI Congresso de Ornitologia da SPEA, a X Feira das Oportunidades e o III Encontro de Intervenção Precoce, os quais trouxeram muitas pessoas a Elvas. Na Feira das Oportunidades a romaria de elvenses para tentar comprar a preço de saldo foi grande, havendo necessidade por parte da Câmara de montar uma carpa para alargar o espaço dos expositores.
O actual CNT é suficiente para este tipo de eventos, ou pelo contrário a Câmara deve realizar obras de ampliação e reestruturação?
- "O Elvas" recebe no próximo Domingo o líder Campomaiorense, equipa que conta por vitórias os seus jogos. Os azuis-e-ouro foram derrotados por 2-0 na primeira volta, ainda com o técnico Vítor Nozes. É o jogo do tudo ou nada para poder alcançar a liderança da Série A do Distrital.
Conseguiremos vencer esta partida? Temos realmente equipa para poder discutir a tão desejada subida?
- Estamos a pouco mais de um mês do Natal. No ano passado todos constatámos o afastamento das pessoas do Centro Histórico, para as habituais compras natalícias. Os comerciantes queixavam-se da crise, justificando desta forma a falta de clientes. Mas todos sabemos que a Calle Menacho, em Badajoz, era um dos destinos favoritos dos elvenses para a compra das prendas, assim como as grandes superfícies, tanto em Elvas como do outro lado da fronteira.
A que se deve este êxodo do Centro Histórico, tanto que falamos ultimamente na sua revitalização? A oferta não é suficiente e a que há é cara para as nossas economias? O que deveriam fazer os comerciantes do Centro Histórico para alterar esta situação, em especial com a aproximação do Natal?
A palavra está do vosso lado. Emitam as vossas opiniões, pois de certeza que Elvas beneficiará com estas Tertúlias.
Scottish
Uma Paixão, uma Tertúlia semanal
O Colosso Azul e Ouro e o Basquetebol são duas das Paixões que deram origem a este cantinho. Ontem “O Elvas” foi aos Mosteiros vencer a equipa local por 1-4, e a minha equipa de Sub-14 do SCC teve dupla jornada com resultados muito diferentes nos dois jogos.
“O Elvas” com a vitória frente ao Mosteirense fica a 3 pontos do líder Campomaiorense, defrontando-se primeiro e segundo no próximo domingo pelas 15 horas no Campo Patalino. Gostaria sinceramente poder levar de vencida os “galgos”, de forma a poder liderar a Série A. Em Campo Maior aconteceu a única derrota oficial da época, por 2-0, ainda com Vítor Nozes no banco. Espero poder contar com muitos adeptos a apoiar o Colosso, no segundo jogo mais equilibrado desta primeira fase do Distrital.
Quanto ao Basquetebol, e o desenvolvimento desta Paixão é maior por estar directamente ligado, no Sábado a minha equipa de Sub-14 do SCC teve a estreia em Évora, defrontando a equipa A do André de Resende, e na Cidade Museu aconteceu uma impensável derrota. Temos de falar do bom e do mau, e assumir os maus resultados quando acontecem. A estreia foi a pior possível, com o resultado final para os de Évora de 202-17.
Leram bem, a diferença foi de 185 pontos e a leitura deste jogo é simples de fazer. Uma diferença física e técnica abismal entre as duas equipas. O André de Resende, equipa bem orientada pelo Sérgio Rosmaninho, conta com jogadores de último ano do escalão, muito altos e fortes fisicamente (o jogador mais alto deve ter 1,80 com 13 anos de idade), com boa técnica individual, muito intensos no seu jogo, com boas leituras pela maioria dos seus jovens atletas, quer defensiva quer ofensivamente.
Os meus jogadores sentiram na pele o que é jogar contra uma equipa muitíssimo mais forte, e a desorientação foi total. Chegámos ao ponto de oferecer a bola ao adversário logo na reposição de bola após cesto sofrido, de haver jogadores que bloquearam sem conseguir reagir, pela forma enérgica com que o André Resende defendia e contra-atacava. Desta forma o avolumar da diferença era cada vez maior e a desmotivação era evidente.
Com um anormal resultado ao final do primeiro período de 63-4 para os da casa, o objectivo seria não sofrer os 200 pontos, o que pelo marcador final se vê que não foi conseguido. Os restantes parciais foram de 39-2, 52-1 e 48-10.
Que fazer perante tamanha diferença? Nada. Simplesmente aguardar pelo final do jogo e continuar a trabalhar nos treinos, de forma a dentro de algum tempo tentar equilibrar os jogos contra este adversário. Este passa a ser o objectivo, não por ser concretamente esta equipa, mas pelo facto de o André de Resende estar num patamar muito superior. Para que vejamos a diferença, faço minhas as palavras do Inácio quando a Naval jogou no Estádio da Luz, e que era impossível um Fiat 600 competir com um Ferrari.
No Domingo recebemos em Campo Maior, a equipa B do André de Resende e as coisas foram muito diferentes. Jogando contra uma equipa muito inferior, a partida serviu para que rapidamente tivéssemos a recuperação anímica pela pesada derrota da véspera. Corrigimos alguns dos muitos erros do primeiro jogo, já que por vezes preenchemos os corredores laterais no contra-ataque, tratámos de sair em passe após recuperação da posse de bola, e no 5x5 jogámos “abertos” tratando de “limpar” a zona de defesas para poder penetrar.
Defensivamente houve maior preocupação de interceptar as linhas de passe, viram-se algumas “pinceladas” do desejado 2x1 nas linhas, e principalmente muita intensidade. Claro está que isto acontece com a motivação de ver o marcador a favor, mas foi positivo sentir que a equipa tratou de corrigir alguns erros, o que deixa ver sinais de recuperação e evolução individual e colectiva. O resultado final foi de 52-18 e os parciais foram de 12-4, 10-2, 10-4 e 20-8, sempre favoráveis ao SCC.
No próximo domingo pelas 11 horas, em Campo Maior, temos novamente pela frente a equipa “A” do André de Resende. Pelo que se pode ler neste post, vamos de certeza voltar a sentir enormes dificuldades, tentando que desta vez a diferença seja menor.
Scottish
Uma Paixão, uma opinião pessoal

O blogue Cidad'elvas está a desenvolver uma campanha de solidariedade para erradicar a fome da nossa cidade. A blogosfera elvense apoia esta iniciativa e conforme nos foi solicitado, hoje o post é igual na maioria dos blogues de Elvas.
Necessitamos que todos adiram à campanha, pois todos seremos poucos para poder desenvolver um trabalho positivo na luta contra a fome em Elvas. Ela existe, acreditem!
Esta é uma oportunidade dos bloguistas locais mostrarem, a quem duvida, que somos uma parte importante no desenvolvimento local, que nos preocupamos com Elvas, que pretendemos um melhor futuro para TODOS.
Peço aos visitantes do Três Paixões ou de outros blogues que deixem as suas ideias e opiniões, tanto em forma de comentários, ou através do envio de mails.
Como diz o Zé de Mello, TODOS SOMOS ELVAS! Que assim seja e que o poder local, os nossos empresários e as mais variadas instituições de solidariedade, se juntem a esta causa.
Eu aderi à campanha "ELVAS SEM FOME", e você?
Scottish
Três Paixões, uma voz solidária
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